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Estudantes da AL não estão preparados para o mercado de trabalho

Dados são de estudo do BID que coloca o Brasil em segundo lugar, com 72% dos jovens nessa realidade

Redação iG Empregos |

São Paulo - Mais da metade dos estudantes latino-americanos entre 15 e 19 anos não possuem nível adequado de educação para obter trabalho bem remunerado. É o que revela estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado nesta segunda-feira (27), com base em dados do Instituto Gallup, que entrevistou mais de 40 mil pessoas em 24 países da América Latina e do Caribe, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007.

O Brasil aparece em segundo lugar, com 72% dos jovens nessa situação, atrás apenas do Peru (85%). Apesar dos resultados, a pesquisa aponta que os níveis de satisfação dos jovens da região com educação pública são altos, comparáveis aos de nações desenvolvidas.

 Venezuela, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Honduras e República Dominicana tiveram índices de satisfação maiores que os do Japão. Embora os estudantes desses países terem obtido uma pontuação 35% menor que a média obtida pelos alunos japoneses.

De acordo com o estudo, isso acontece porque as pessoas com níveis menores de educação expressam melhor opinião em relação à qualidade dos serviços educacionais do que aquelas com mais anos de escolaridade. À medida que os países melhoram o nível da educação, as críticas aumentam, analisa o levantamento.

No Brasil e no Chile, por exemplo, onde o rendimento dos estudantes está entre os maiores da região, os níveis de satisfação são menores. No Brasil, o grau de satisfação dos estudantes com educação é de 64%.

O estudo do BID também avalia que, apesar de terem obtido avanços na área da educação, os latino-americanos não estão colhendo os benefícios de ter mais crianças matriculadas nas escolas, nem do aumento no número de anos de estudo. Isso porque, ao contrário de países da Ásia, na América Latina o crescimento econômico tem se baseado no aumento da força de trabalho e não na educação.

Segundo o BID, os índices de alfabetização na América Latina duplicaram desde a década de 30, e hoje estão em 86%. A média de anos de escolaridade para a população acima de 15 anos, que em 1960 era de 3,5 anos, em 2000 passou para 7 anos.

 

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