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Veja dicas para não passar apertos, pagar todas as contas e quitar as dívidas

Nem bem chega a metade do mês e o discurso é sempre o mesmo: como o salário evaporou da conta bancária? Na maioria das vezes, as pessoas justificam o aperto dizendo que o que ganham é insuficiente para a quantidade de contas a pagar. No entanto, é possível quitar as dívidas e ainda guardar uma parte da remuneração sem passar por dificuldades financeiras.

De acordo com o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Alexandre Assaf, as pessoas pecam na hora por não fazerem um orçamento. Os problemas acontecem quando não conhecemos direito nossos hábitos, comenta.

Para evitar possíveis dores de cabeça, o professor aconselha que seja feito um planejamento detalhado. Se possível, o ideal é criar uma planilha no computador e listar os seguintes itens:

  • Após deduzir do orçamento as necessidades básicas como moradia, alimentação, saúde, educação e transporte, deve-se separar um terço do que restou e aplicar o valor em uma poupança. Os outros dois terços podem ser utilizados em gastos mais supérfluos, afirma Assaf.
  • Na média, os gastos com moradia e alimentação não devem ultrapassar 60% do total da sua remuneração. O ideal é que esse montante seja dividido meio a meio entre moradia e alimentação, aconselha Assaf.
  • Outros 25% devem ser destinados para gastos relativos à saúde, educação e vestuário. Porém, Assaf lembra que é preciso dar prioridade ao que for realmente indispensável. Comprar roupas pela simples vontade de tê-las, por exemplo, não cabe nessa parte do orçamento, diz.
  • O dinheiro restante, menos de um quarto do total do seu salário, pode ser utilizado da maneira que você achar melhor. É importante que a pessoa compre mimos ou objetos de desejo, afirma Assaf. Afinal, depois de tanto trabalho, algum tipo compensação deve existir, brinca.
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