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Estilo pessoal pode ser usado a seu favor na contratação

Muito mais do que aparência, headhunters afirmam valorizar características pessoais como postura, personalidade e poder de adaptação

Isis Coelho |

Quem nunca ouviu a premissa de que a primeira impressão é a que fica? Entretanto, ela já não é mais tão válida assim nos processos de recrutamento. Muito mais do que aparência, os headhunters buscam características pessoais como postura, personalidade e facilidade de adaptação. O que não significa que saber se vestir conforme a ocasião seja algo dispensável. 

De acordo com a gerente de RH corporativo da Allis, Fernanda Brunetto, não é preciso abdicar do estilo pessoal para causar uma boa impressão durante uma entrevista de emprego e garantir a vaga na empresa. O candidato precisa apenas avaliar se o perfil do cargo comporta um visual mais despojado, afirma.

Fernanda explica que na hora de selecionar vendedor de loja especializada em moda jovem, por exemplo, o recrutador dará preferência para alguém que se apresente com uma roupa descontraída ¿ como tênis, camiseta e gel no cabelo. Aquele que se apresentar com uma camisa abotoada até o pescoço, diz Fernanda, não terá chances neste caso.

Embora o uso de tatuagens e piercings comece a ser mais tolerável do que no passado, como ressalta a consultora, ainda há restrições em algumas empresas. Nas mais tradicionalistas, este será um fator a ser considerado na seleção, observa Neli Barbosa, gerente de consultoria da Ricardo Xavier.

Para aqueles que não sabem se devem ou não manter a tatuagem à mostra, Fernanda, da Allis, os aconselha que o ideal, antes de qualquer atitude, é ter uma conversa franca. Se a pessoa realmente quiser permanecer no cargo, ela vai demonstrar flexibilidade e retirar o brinco ou ser mais discreta quanto à tatuagem, afirma.  O problema surge quando não há esta conversa.

Lya Sollero, 27 anos, trabalhava como professora em uma escola de ensino básico. A tatuagem no tornozelo e o piercing na orelha não foram impeditivos na hora de ser selecionada. Um dia, porém, o pai de uma aluna do colégio, ao perceber o desenho em sua perna, foi reclamar à diretoria. Lya acabou sendo demitida. Não sofri preconceito, avalia. Acredito que essa foi a forma que a escola encontrou em não contrariar um pai mais conservador, diz.

 

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