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Ensino a distância ganha espaço no País

Dados do MEC revelam salto de 571% no número de cursos de graduação on-line

Déborah Oliveira |

O caderno dá espaço ao teclado, o giz ao mouse e o quadro negro à tela do computador. No ensino a distância (EAD), embora a sala de aula seja virtual, o ensino é real. Por isso, vem ganhando espaço no cenário educacional brasileiro. É o que mostram dados de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC).

O estudo aponta que o número de inscritos em graduação on-line subiu de 21.873, em 2003, para 972.826, em 2007. O interesse das instituições em oferecer essa modalidade também cresceu. De 2003 ¿ quando se iniciaram pesquisas na área ¿ a 2006, houve um aumento de 571%. O número de cursos de graduação cadastrados no MEC passou de 52 para 349 e entre as opções disponíveis há de Administração a Física.

De acordo com Rita Maria Tarcia, que integra o conselho fiscal da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), não é à toa que esse fenômeno vem acontecendo. O mundo está mais dinâmico. A forma intensa de pensar e trabalhar exige das pessoas acompanhar cursos de forma mais flexível, afirma.

A metodologia de ensino varia de instituição para instituição. Mas, em geral, o aluno é submetido a um vestibular. Após efetivar a matrícula, ele recebe em casa a senha e o login de acesso para o ambiente virtual.  Segundo Rita, a interação entre o professor e o aluno acontece por meio de e-mail e telefone, além de momentos presenciais e atendimentos individuais, quando estipulados pela instituição.

O aluno recebe por mensagem eletrônica os materiais necessários para participar da aula e, dentro do ambiente on-line, pode trocar informações com professor e colegas. A cada semana são apresentados novos conteúdos, materiais didáticos e bibliografias de suporte. O estudante tem acesso também a vídeos e a animações, tudo para facilitar a aprendizagem. Um cronograma, enviado pelo professor, determina quais atividades o aluno deve desenvolver, assim ele pode escolher o melhor horário para realizá-las.

Assim como nos cursos tradicionais, aquele que conclui o EAD recebe um certificado, que contém, além das informações referentes ao curso realizado, a carga horária, o conteúdo programático e o nome do professor ou do coordenador responsável pelas atividades. O prazo para conclusão é previsto no cronograma.

Tecnologia on-line
Para Rita, são vários os atrativos do método de ensino. A flexibilidade de estudar no horário que achar conveniente, a possibilidade de ingressar em cursos mesmo estando longe dos grandes centros e a questão financeira. O valor de investimento varia de acordo com a instituição e a área desejada. Mas, em média, eles são mais em conta que os presenciais, explica. Quanto maior o número de pessoas que aderem ao curso, menor fica a mensalidade.

Outro diferencial está na inovação que proporciona. No início da prática, o professor disponibilizava um conteúdo, similar ao consolidado dentro da instituição de ensino, e esperava o retorno dos estudantes. Hoje, os alunos têm contato com recursos tecnológicos que não estão disponíveis na sala de aula, como ferramentas de interatividade, vídeos, conta. A linguagem é mais solta. Existe uma constante conversa com o interlocutor.

Segundo a especialista, o estudante de EAD, tanto de graduação como de pós-graduação, é aquele que precisa viajar com freqüência, não tem tempo ou meio para se deslocar até a instituição de ensino. Por isso, ele necessita de um sistema mais dinâmico e lúdico, afirma.

Mas o EAD não se aplica somente a instituições que oferecem esse tipo de ensino. Outros centros educacionais também podem utilizar a ferramenta para complementar o conteúdo proposto em sala de aula. É uma alternativa para se trabalhar com atividades extras, finaliza Rita.

 

 

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