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Profissional deve usar a ferramenta de indicação com critério para evitar saia justa

O peso da indicação no mundo corporativo é inegável. Muitas das vagas disponíveis no mercado são preenchidas por indicação e essa prática ganha destaque também nos espaços virtuais de relacionamento profissional. No LinkedIn - rede social mais acessada pelos candidatos, de acordo com estudo da Hays Brasil - a ferramenta de recomendação é cada vez mais utilizada.

O conceito é o mesmo da indicação boca a boca: uma pessoa que já trabalhou com o profissional comenta sua atuação. Esse critério é levado a sério pelos usuários da rede e também por recrutadores, não é raro ver anúncios no próprio LinkedIn afirmando que os candidatos com recomendações terão preferência.

"Estamos sempre atentos às recomendações do LinkedIn", afirma Tânia Casa, diretora de Relações Humanas da PromonLogicalis. "Por ser uma rede voltada às conexões profissionais, entendemos que as informações são confiáveis e levamos isso em conta nas análises", diz.

Segundo a executiva, a Promon utiliza o LinkedIn como fonte para contratações e para intensificar a rede de contatos. "Essa tem sido uma ferramenta de trabalho importante e eficiente, pois possibilita interação rápida", afirma Tânia.

Conteúdo da indicação deve ser específico, com dados concretos e realizações
SXC
Conteúdo da indicação deve ser específico, com dados concretos e realizações
Informações consistentes

Na opinião do consultor Marcelo Miyashita, o mecanismo de recomendação é muito bom por permitir ter mais informações do candidato, mas é importante que o conteúdo seja específico, com dados concretos. "Quando só há adjetivos a recomendação fica superficial. Ela deve trazer fatos e realizações", diz

Para garantir número elevado de recomendações, alguns profissionais encaminham pedidos de indicação. "Um erro básico de etiqueta é solicitar a recomendação de alguém que conhece pouco", comenta Miyashita.

Nesses casos, segundo o especialista, quem recebeu a solicitação tende a optar por não responder ou acaba postando algo sem consistência e, portanto com pouco valor. "A recomendação deve ser natural. Baseada no reconhecimento e na admiração", explica.

Indicação criteriosa

Fábio Celeguim, diretor financeiro da Corporação FlyTour, concorda e afirma que utiliza no LinkedIn o mesmo critério que usa na hora de indicar alguém. "Só recomendo pessoas que conheço, pois quando faço isso estou dando meu aval. Não vou me expor, falando sobre uma pessoa que conheço pouco", afirma.

Celeguim conta que já recebeu pedidos de recomendação de profissionais com os quais teve pouco contato. "Respondi explicando que não me sentia à vontade para fazer a recomendação", diz.

Outro cuidado adotado por Celeguim é deixar claro em que situação ele trabalhou com o profissional. "Tento ser específico, demonstrando em que época atuamos juntos."

O executivo também afirma que não pede indicações. "Acho que o relacionamento vai fazer com que o colega o recomende, quando houver uma oportunidade", afirma.

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