Arquivistas e museólogos são profissionais mais procurados

A história de uma empresa também faz parte de seu patrimônio. Prova disso que é grandes empresas investem uma parte considerável de seu orçamento no cuidado de sua memória corporativa.

A indústria da alimentos Bunge, por exemplo, reserva cerca de R$ 700 mil anuais para manter o Centro de Memória da companhia, que reúne mais de 600 mil imagens, milhares de documentos e filmes. A Unilever tem uma equipe especial para cuidar de seu Centro de História, criado em 2001.

Para o arquivologista Charlley Luz, professor da pós-graduação em gestão de documentos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP) , as informações precisam de um cuidado especial e não podem, simplesmente, serem arquivadas.

Método

“Elas precisam ser selecionadas, classificadas, organizadas e descartadas. Cada informação tem um tempo de vida útil, algumas são arquivadas por determinado período de tempo, por questões legais. Outras são consideradas históricas e devem ser guardadas para sempre”, explica.

Trabalho envolve classificação e seleção das informações
SXC
Trabalho envolve classificação e seleção das informações
O papel do arquivista profissional é, segundo Luz, entender todo este cenário: quais são as informações que podem ser descartadas, quando podem ser destruídas ou quando devem ser recolhidas para o arquivo permanente.

“Guardar todas as informações geradas criaria um caos onde não se conseguiria encontrar a informação necessária. Por isso, existe a necessidade deste tratamento técnico, como é chamada a classificação, indexação, descarte e guarda permanente de informações e documentos nas empresas”, comenta.

Outros profissionais que são requeridos nos setores de memória corporativa são bibliotecário, historiador e museólogo, por exemplo.

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