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Empresas combatem o estresse

O que as organizações estão fazendo para aliviar a tensão dos funcionários e reduzir afastamentos

Isis Coelho |

Há 70 anos, o cientista austríaco Hans Selye divulgava o resultado de sua pesquisa acadêmica. O jovem endocrinologista trabalhava na época para descobrir um novo hormônio e ao anunciar as conclusões de seus estudos no jornal britânico Nature - uma das publicações mais respeitáveis da área médica -, não sabia que havia descoberto o que viria a ser um dos maiores vilões da vida moderna: o estresse.

Apesar de ser um mau relativamente novo, muitas pessoas sentem na pele suas complicações. Mal-estar, dores musculares e de cabeça constantes, insônia, falta de ar e dificuldade de concentração são alguns dos sintomas físicos que podem denunciar o estresse. De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), associação internacional que estuda o estresse e suas formas de prevenção, 70% dos brasileiros sofrem com esse problema.

O estudo, divulgado em 2005, foi realizado com mais de mil executivos de oito países e apontou que somos a segunda nação mais estressada do mundo, perdendo apenas para os japoneses.  As conseqüências podem ser extremamente perigosas para a saúde, uma vez que o estado mais grave da doença, conhecida por burnout, pode levar à depressão e ao suicídio.

Segundo o levantamento da ISMA, cerca de 30% da população economicamente ativa do Brasil encontra-se no estado mais devastador do estresse, trazendo um prejuízo de aproximadamente 4,5% do PIB anual do país. De olho nesses efeitos colaterais, que atingem principalmente o aspecto financeiro do mercado, algumas empresas começaram a implantar políticas de bem-estar direcionadas aos funcionários. 

É o caso da PricewaterhouseCoopers, que ao longo de uma década e meia mantém ações para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores. Para reduzir ainda os afastamentos ligados ao estresse ou doenças relacionadas, há menos de um ano a empresa de auditoria decidiu criar uma área específica responsável por cuidar do assunto.

Chamado de Casa do Bem-Estar, o programa visa aliviar as tensões do dia-a-dia dos funcionários, por meio de atividades como reflexologia, massoterapia, aulas de ioga, dança de salão, malabares, pilates e quiropraxia.  Uma casa especialmente ambientada para acolher essas práticas foi alugada pela companhia, em São Paulo.

Queríamos concentrar tudo em uma única equipe, que vai analisar as necessidades de cada pessoa como um todo, conta Silvia Marchetti, gerente da área de qualidade de vida da Price. Até agosto passado, a empresa investiu R$ 6 milhões  em projetos ligados a atividades de combate ao estresse.

Além disso, a companhia oferece dias especiais de lazer, apoio psicológico, organiza grupos de corrida e caminhada, além de permitir acesso a reuniões do programa Vigilantes do Peso. Esse último foi implantado em março, reunindo 80 participantes, os quais perderam, juntos, 200 quilos. Essas ações pretendem ajudar os funcionários a buscar formas de melhorar sua saúde e disposição, diz Silva.

O Wal-Mart Brasil também cuida para que seus funcionários estejam com a saúde em ordem e tenham, assim, total disposição ao trabalho. A qualidade de vida está diretamente relacionada com a produtividade dos nossos colaboradores, conta Dennis Junior, diretor de RH da multinacional.

Desde 1995, quando a rede veio para o Brasil, a empresa disponibiliza diversas modalidades, como sessões de ginástica laboral no ambiente de trabalho e unidades para lazer e relaxamento. Além dos benefícios físicos, ao criar essas ações de bem-estar, as empresas tentam demonstrar preocupação com a vida de seus funcionários. Uma pessoa feliz e engajada inspira confiança e provoca melhorias em todos os processos da empresa, diz Junior.

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