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Empresas buscam precisão nos testes de idioma

Entrevistas por telefone e provas online são algumas das estratégias para driblar as avaliações subjetivas

Roberta Gonçalves, iG São Paulo |

Básico, intermediário, fluente. Medir o nível do inglês dos candidatos não é tarefa fácil e, muitas vezes, conta com uma dose de subjetividade. Por isso, cada vez mais, as empresas recorrem a testes diversos e complementares capazes de avaliar com mais precisão a familiaridade dos profissionais com a língua.

O objetivo é evitar surpresas e se certificar que o nível declarado no currículo está alinhado às demandas da posição. “Se o inglês é mandatório, anunciamos a vaga em inglês e já no primeiro contato telefônico pedimos para o profissional falar no idioma”, diz Paulo Mendes, diretor da consultoria 2Get.

O especialista conta que 40% da entrevista presencial é conduzida em inglês e, depois dessas etapas, o profissional ainda faz um teste online para que sejam verificados seus pontos de destaque na língua. “Como muitas pessoas colocam no currículo que têm nível intermediário, as empresas só têm aceitado inglês fluente para os cargos que pedem conhecimento do idioma”, afirma.

Para evitar constrangimentos e manter a imagem positiva junto à empresa ou consultoria de recrutamento, Mendes aconselha o profissional a ser sincero quanto ao nível de conhecimento. "Se não tem domínio da língua o profissional deve dizer e mostrar interesse em desenvolver essa habilidade.”

Cristiano Rosa
Entrevista em inglês e teste online são alguns dos métodos mais utilizados
Análise objetiva

Se para o profissional é difícil saber qual seu nível no idioma, uma dica é buscar a ajuda de centros de ensino confiáveis, além de apostar no bom senso. “É possível avaliar sua familiaridade por meio de filmes ou noticiário na língua”, afirma Mendes.

O mercado também oferece testes mais focados no conhecimento profissional, caso do Test of English for International Communication (TOEIC). O exame aplicado pela instituição Education Testing Systems (ETS), responsável pelo famoso TOEFL, é mais voltado ao ambiente corporativo.

“O teste foi criado há mais de 30 anos por demanda de empresas japonesas. Elas perceberam que seus funcionários se saiam bem no TOEFL, mas tinham dificuldades em se comunicar no dia a dia”, conta Sergio Souza, assessor da diretoria do Instituto de Certificação Internacional (ICI), representante do ETS no Brasil.

Aplicado em mais de 120 países, o TOEIC é utilizado por cerca de 10 mil empresas em todo o mundo. “O teste é muito procurado por multinacionais, pois dá um diagnóstico do nível de inglês de forma padronizada”, explica Souza. De acordo com ele, em 90% dos casos o nível declarado pelo candidato está em sintonia com os resultados indicados no teste

Rotina de testes

Com a administradora de empresas Gabriela Pennachi esta estatísitica parece estar correta. Depois de sete anos de curso e uma viagem de imersão de seis meses, a profissional tem inglês fluente e costuma se sair bem nas avaliações feitas nos processos de seleção. “Muitas empresas pedem que o candidato faça um teste online no momento de se candidatar à vaga. Na maioria das vezes, essas avaliações são focadas em gramática e interpretação de texto”, diz.

Gabriela conta que nas últimas seleções das quais participou, a avaliação também era feita na entrevista e, algumas vezes, o teste envolvia ainda redação em inglês. “Acho que a união dos métodos torna a análise mais eficiente. No caso do meu emprego atual a fluência é muito importante, pois utilizo a língua diariamente”, afirma.

Demandas específicas

De acordo com Mendes, algumas áreas são mais exigentes quanto ao nível de inglês enquanto em outras o conhecimento de outro idioma é bem restrito. “Em varejo e serviços, por exemplo, há uma carência muito grande de profissionais com fluência em inglês”, diz.

Nos cargos mais elevados a dificuldade é ainda maior, segundo Mendes, os profissionais em níveis de analistas e coordenadores normalmente são mais novos e tiveram mais facilidade de desenvolver a habilidade. “Acredito que no futuro a barreira do idioma será superada em função disso”, afirma.

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