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Educação tecnológica é focada nas demandas do mercado de trabalho

Cursos Superiores em Tecnologia levam menos tempo e formam profissionais especializados nas atividades de uma determinada área

Rachel Sciré |

A escolha do curso e da instituição de ensino não são as únicas preocupações do estudante na hora de ingressar no ensino superior. é preciso levar em conta também as diferentes modalidades de graduação, como os Cursos Superiores em Tecnologia. Eles são voltados para áreas específicas dentro dos campos profissionais, têm duração de dois anos e meio, em média, e fornecem o diploma de tecnólogo, ao final da graduação.

Como são mais recentes, esses cursos ainda costumam ser alvo de dúvidas dos candidatos. Os cursos tecnológicos graduam tanto quanto as licenciaturas e os bacharelados, mas se diferenciam porque são mais focados, explica a pró-reitora adjunta de ensino da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), Denise Aparecida Campos. Por exemplo: um curso de bacharelado em Administração de Empresas dá uma visão geral dos vários aspectos administrativos, enquanto um curso tecnológico em Gestão Financeira é específico para lidar com finanças, ou seja, uma parte da Administração.

Segundo o coordenador da unidade de Ensino Superior das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo, Ângelo Luiz Cortelazzo, os alunos dos tecnológicos entram na faculdade com a camisa vestida, com mais interesse nos assuntos que serão aplicados no dia-a-dia profissional. Se a pessoa já tem uma idéia do campo em que deseja trabalhar, pode optar por um curso tecnológico, mas para quem ainda não sabe muito bem o que quer dentro da área, é mais recomendado escolher um bacharelado, afirma.

A Educação Tecnológica é dirigida ao mercado de trabalho, por isso, as taxas de empregabilidade são altas. Na Fatec, 93,2% dos recém-formados estão empregados em suas áreas, até um ano após a conclusão do curso, segundo o relatório de 2008 do Centro Paula Souza, que administra as faculdades.

Mesmo em relação aos estágios, Denise, da Unicid, afirma que o ingresso na vida profissional é mais rápido para os tecnólogos. O mercado quer especialistas. No cálculo da Unicid, de cada 100 alunos que se formam em cursos de Tecnologia, 80 já estão empregados na área, sendo que o índice de empregabilidade dos bacharéis fica em torno de 50%.

A estudante Michele Zerbete, que se forma em Automação de Escritórios pela Fatec, em julho de 2010, concorda com a avaliação. Embora as vagas para sua carreira se encaixem também para formados em Gestão e Administração, ela afirma que a competição não ocorre, porque as empresas dão preferência aos profissionais focados no serviço. O mercado está desesperado por gente que saiba aplicar o conhecimento, diz.

Por desempenharem as mesmas funções, não é justo haver diferenciação dos salários de um bacharel ou tecnólogo, embora haja relatos de que isso, às vezes, acontece. É um mito dizer que o menor tempo de formação significa menos capacidade, porque o tecnólogo escolhe um aspecto profissional e passa dois anos estudando aquilo profundamente, diz a pró-reitora da Unicid.

Cortelazzo, da Fatec, explica que a escolha do bacharelado ou da graduação tecnológica trata-se de uma via de mão dupla. Os cursos de tecnologia têm uma carga prática mais pesada e exigem adaptações, conforme os rumos do mercado. O bacharel se molda às mudanças, devido à sua formação abrangente, mas em certos casos precisa se especializar logo depois de formado. Ou seja, tanto um, quanto o outro profissional, terão que continuar estudando.

Foi o que aconteceu com Fabíola Restaino, bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi, que no meio do ano se formará em Tecnologia em Logística, pela Fatec. Ela entrou na TAM Linhas Aéreas como estagiária, quando ainda cursava Turismo, mas suas funções sempre estiveram ligadas a movimentação de cargas, primeiro com um trabalho na central de atendimento e, em seguida, quando começou a atuar no departamento de treinamento de transporte de cargas.

Depois de três anos, Fabíola resolveu buscar uma nova formação, mais próxima à sua área de atuação. A opção por um curso tecnológico foi ideal, por trazer conhecimentos que puderam ser aplicados com muita rapidez em meu trabalho, conta. Logo após o ingresso no curso da Fatec, Fabíola foi convidada a assumir a supervisão do setor de Coleta & Entrega do terminal de cargas de congonhas da TAM Cargo.

Áreas ¿ O Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, disponível no site do MEC, reconhece dez eixos de educação tecnológica, como  Gestão de Negócios, Infra-estrutura, Produção Industrial, Hospitalidade e Lazer, Informação e Comunicação e Ambiente. No site, também é possível conferir as características dos cursos oferecidos.

Como a educação tecnológica atende às demandas específicas das empresas, surgem cada vez mais opções de graduação. De acordo com o Censo da Educação Superior 2007, divulgado no último dia 3 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação, em 2007 foram oferecidos 3.702 cursos superiores de Tecnologia, sendo a maioria (3.165) em instituições privadas. Havia 347.856 alunos matriculados em graduação tecnológica em 2007, contra 278.727, do ano anterior.

Na Fatec, as graduações mais buscadas são: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Automação de Escritórios e Secretariado, Eletrônica (Automação Industrial), Construção Civil (Edifícios), Mecânica (Processos de Produção), Informática para Gestão de Negócios, Mecânica (Projetos), Informática para Gestão e Logística e Transportes. A pró-reitora da Unicid também destaca a procura dos cursos nas áreas de gestão, indústria e informática.

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