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Carreiras
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Dupla graduação é arma na disputa por melhor colocação

Alunos descobrem a vantagem de fazer dois cursos simultaneamente e ter um diferencial competitivo no início da carreira

Andrea Giardino |

Entra ano, sai ano e conseguir uma vaga no disputado mercado de trabalho continua sendo uma tarefa árdua para quem deixa a faculdade. Cenário que tem levado muitos jovens, antes mesmo de se formar, a buscar alternativas que os permitam estar à frente de seus concorrentes. A dupla graduação é uma delas. O aluno faz dois cursos simultaneamente em um prazo mais curto e deixa a universidade com dois diplomas.

No Ibmec São Paulo ¿ uma das mais tradicionais escolas de negócios -, por exemplo, o estudante de administração pode cursar economia ao mesmo tempo. Além dos quatro anos normais, ele leva mais um para obter os dois títulos. O sistema começou a ser oferecido no vestibular do meio deste ano. O mesmo acontece para aqueles que estão matriculados em economia.

Essa opção só é possível porque os três primeiros semestres de ambos os cursos são iguais. A partir daí, quem for para o quarto semestre e se interessar pela graduação combinada passará por um processo de seleção, que inclui análise do histórico escolar e prova.

Caso seja aprovado nos testes, o aluno concluirá administração e economia em cinco anos. Ou seja, vai gastar bem menos tempo do que levaria para fazê-los de forma separada. Cada um dos cursos dura, em média, quatro anos. De acordo com Sérgio Lazzarini, diretor acadêmico do Ibmec-SP, todo semestre serão oferecidas de seis a oito vagas. Até agora, cinco alunos do curso de administração foram selecionados.

Outra instituição que resolveu apostar nesse modelo foi a Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Uma parceria envolvendo a Escola de Direito de São Paulo e a Escola de Administração de Empresas vai possibilitar, a partir deste mês, aos alunos de direito e administração concluir ambos os cursos em até sete anos.

Uma grande vantagem já que as duas graduações em separado exigem um tempo de nove anos. As duas escolas abrirão dez vagas por ano para alunos a partir do sétimo semestre do curso de direito e do quinto de administração. O valor da mensalidade cobrado é o do curso mais caro, o de direito, que custa R$ 2,7 mil.

A Anhembi Morumbi lançou, ano passado, o modelo de graduação combinada para seus 15 cursos, onde o aluno pode fazer dois programas de bacharelados ou um bacharelado e um tecnólogo, em paralelo. Neste caso, o estudante sai com uma certificação referente ao curso técnico, além do diploma de graduação.

Diante de um mercado de trabalho extremamente exigente, o aluno que terminar um curso superior com competências de outro curso, terá um diferencial vantajoso para a carreira, destaca Marcio da Graça, diretor de avaliação acadêmica da Anhembi.

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