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Domínio de inglês pode aumentar 50% do salário de cargos operacionais

Em postos de gerência, ter fluência na língua geralmente é requisito

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

Ter o domínio de um idioma, especialmente o inglês, pode aumentar até 50% do salário de um profissional de nível operacional, aponta Fernando Magalhães, consultor da área de Engenharia e Manufatura da consultoria Hays.

Segundo Magalhães, o que justifica essa valorização do funcionário é que sua qualificação estaria além da exigida pelo mercado. Saber inglês influencia até mais do que ter uma pós-graduação. O profissional lida diretamente com a operação, tem um contato externo, por isso, se ele sabe o idioma, tem um diferencial, explica.

Gerência - Já para posições de nível gerencial, ter fluência em inglês é um pré-requisito, diz o consultor. Ele acrescenta, contudo, que o domínio de mais de uma língua não necessariamente aumentaria o salário desse executivo.

Esses outros idiomas abrem mais oportunidades, influenciam o crescimento do profissional. Mas, o salário em si, não aumenta por isso, uma vez que essas línguas não têm muita aplicabilidade no dia a dia, justifica.

Fabiano Cardoso, executivo sênior da Mercer, concorda e comenta que no mundo de multinacionais e grandes nacionais, o inglês virou uma obrigação. O espanhol está cada vez mais importante, mas é muito difícil dizer quanto vale um idioma, aponta.

Mesmo sem saber se ia ganhar mais, o executivo de vendas Luiz Carlos Lázaro, de 35 anos, começou a ter aulas de espanhol. O objetivo principal era viajar, mas como os mercados para a América Latina, especialmente o Mercosul, estão crescendo, vejo o idioma como uma porta de entrada para atuar nesses países. Até falei com meu professor para me ensinar umas expressões mais técnicas de negócios.
 
Números - A pesquisa A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros, da Catho Online, de 2009, revelou que 40% dos profissionais de cargos operacionais não falam inglês. Os que tinham domínio do idioma somavam 4,5%.

Em contrapartida, 40% dos diretores eram fluentes no idioma, contra 3% que não falavam a língua. Desses executivos, 48% não sabem outro idioma, e quando sabem é o espanhol (35%). No nível operacional, 84% não sabem outra língua.

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