Ao contrário do que se pensa, a ferramenta deve estar presente no dia-a-dia da empresa para ter resultados efetivos

O coaching ¿ termo em inglês para treinador ou técnico ¿ nunca esteve tão na moda como agora.  Utilizada para aprimorar competências e ajudar na obtenção de resultados, a ferramenta tem sido confundida com uma espécie de terapia corporativa, quando na verdade, deveria fazer parte do dia-a-dia da empresa. O coaching precisa ser uma das principais competências dos líderes de uma organização, afirma Sandra Betti, diretora da MBA Empresarial, empresa especializada em recursos humanos. 

O serviço, que deu seus primeiros passos na década de 80 nos Estados Unidos, começou a ganhar corpo no Brasil nos últimos cinco anos. A complexidade dos negócios, as práticas de governança corporativa e as inconstâncias do mercado fizeram com que as empresas buscassem respostas externas para os problemas que essas mudanças vêm causando. E o coach foi eleito como o processo ideal para superar diversos obstáculos quando o assunto se refere à gestão.

Entretanto, de acordo com Sandra, a necessidade de acompanhamento de um profissional especializado foi criada pelas companhias. É muito cômodo trazer alguém de fora para resolver o problema, em vez de investir no treinamento da liderança da corporação, afirma. Dados da Sociedade Brasileira de Coaching apontam que, entre 2007 e 2008, a procura por certificação na área cresceu 300%.

 A alta demanda pelo serviço se deve, muitas vezes, pela falta de conhecimento da empresa sobre o significado do termo e do processo. Em 70% dos casos, os problemas com o desenvolvimento da equipe podem ser resolvidos internamente, sem auxílio de um personal coach, diz Sandra.

Segundo a especialista, o gestor precisa assumir o papel do treinador para poder otimizar o desempenho da equipe.  Até porque seu comportamento servirá de exemplo a seus subordinados. Não adianta cobrar assiduidade dos funcionários quando o gestor faz três horas de almoço ou chega sempre atrasado, diz. 

Entretanto, nos casos que demandam maior atenção e exigem o auxílio de um especialista isento dos assuntos da organização, o apoio externo pode ser valiosa.  Normalmente são situações em que o presidente ou alta gerência precisam de um direcionamento mais focado, explica Sandra.

Antes de contratar o serviço é importante que a área de RH faça uma pesquisa apurada para escolher o profissional que aplicará a técnica dentro da organização. O coach deve ter experiência na área, vivência de mercado e conhecimento prático sobre aquilo que ele vai transferir, diz a especialista.

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