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Desigualdade racial persiste no mercado de trabalho, aponta Dieese

Negros equivalem a 36,1% da População Economicamente Ativa da Grande São Paulo, mas são 42,9% dos desempregados

Redação iG Empregos |

São Paulo ¿ Ainda são grandes as dificuldades de inserção dos negros no mercado de trabalho. É o que revela pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgada nesta terça-feira (18), em meio às comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra, na quinta, 20

De acordo com o estudo, em 2007 a População Economicamente Ativa (PEA) negra equivale a 36,1% dos profissionais na região metropolitana de São Paulo. Desse universo, 82,4% estão trabalhando, enquanto 17,6% encontram-se sem emprego.

 Apesar de a população negra participar com pouco mais de um terço da PEA, sua proporção em relação ao número de desempregados corresponde a 42,9% do total. O descompasso, segundo o levantamento, reflete o acúmulo de carências ao longo de várias gerações e indica uma inserção mais frágil no mercado, muitas vezes relacionada à menor qualificação profissional.

Os negros acabam muitas vezes ocupando posições em postos de trabalho com menores exigências de qualificação profissional, salários mais baixos e, em geral, condições de trabalho mais desfavoráveis. O Dieese constatou que em cargos de chefia ¿ gerência e direção ¿, os negros ganham 57,3% da remuneração dos não negros.

Outro dado aponta que as mulheres negras detêm os resultados mais desfavoráveis, com taxa de desemprego de 20,4% em 2007.

 

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