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Depois da demissão, reorganize seu orçamento para não ficar no vermelho

Autoconhecimento financeiro é a chave para evitar o endividamento

Rachel Sciré |

Quem perder o emprego em meio à crise pode ter mais dificuldade do que o normal para se recolocar no mercado. Por isso, depois de uma demissão, é importante reorganizar o orçamento para não entrar em desespero com as finanças. O desempregado precisa tomar uma série de atitudes. Não adianta acreditar que será contratado em breve e manter os gastos, diz o consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) Luiz Jurandir Simões de Araújo.

O especialista conversou com o iG Empregos e traz dicas para evitar o endividamento durante o desemprego.

Não se desespere
 As decisões financeiras exigem serenidade, pondera Araújo. Ele recomenda aos desempregados um tempo de descanso e planejamento antes de tomar qualquer atitude. Essa temporada é importante para se adequar à nova rotina. Não fique acumulando conselhos. Há quem sugira investir o dinheiro recebido em um negócio ou projeto. Não faça nada sem saber os riscos que poderá correr, diz.

Organize-se
A demissão é um fato econômico e exige um reordenamento, explica o consultor. Junte a família, converse, avalie seus padrões de consumo. União é fundamental. O especialista é contrário à idéia de cortar todas as despesas possíveis, como cursos de línguas para os filhos, a não ser que elas sejam muito pesadas no orçamento. Não entre no cheque especial ou no cartão de crédito para manter um padrão de vida que não é real, adverte. 

Aproveite para economizar
 O problema das despesas está no automatismo. É preciso ter uma noção clara de quanto se gasta em cada aspecto da sua vida, ensina Araújo. Se você tomar um cafezinho na rua por dia, no fim do ano a despesa será, em média, de R$ 700.

Avalie o que é importante de fato e o que pode ser substituído ou adiado por um período. Algumas sugestões: troque a academia por exercícios ao ar livre; dedique-se mais à cozinha e deixe de ter gastos com alimentação fora de casa; leve as crianças para a escola e economize no transporte.

Cuide do dinheiro
Para quem puder guardar, Araújo sugere que a multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seja aplicada num fundo de investimento de baixo risco, tipo DI, com pequena taxa de administração. Não haja impetuosamente e invista o dinheiro par abrir um negócio, se você não tem tino para isso.

Há algumas dívidas difíceis de eliminar, por exemplo um financiamento de casa ou carro. Nesse caso, faça um comparativo com sua reserva atual. Se precisar de dinheiro, a melhor opção, segundo o consultor, são as linhas de crédito pessoal nos bancos.

Busque alternativas
Para complementar a renda, enquanto não consegue um novo emprego, busque alternativas. É possível buscar trabalhos esporádicos, que ajudam a reduzir os gastos. Que tal se tornar síndico do prédio, prestar consultoria, dar aulas de idiomas ou aceitar trabalhar com outras atividades que não eram comuns no seu dia-a-dia?

Aprimore-se
O momento pode ser bem aproveitado se você tiver perseverança e disciplina, acredita Araújo. Se não pode pagar um MBA, por exemplo, há cursos de reciclagem gratuitos pela Internet ou programas de ensino à distância. Ainda dá para abrir os horizontes da carreira e procurar trabalho em outras cidades com maior demanda profissional e menor custo de vida. A economia tem ciclos e a vida das pessoas, também. Com o autoconhecimento financeiro você poderá sair desse momento melhor do que entrou, avalia o especialista.

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