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Carreiras
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De olho nos programas de trainee

Candidatos devem escolher aqueles que sejam compatíveis com sua formação acadêmica e características comportamentais

Isis Coelho |

Os programas de trainee são hoje o principal meio para quem acaba de sair da faculdade e quer a chance de iniciar sua carreira numa grande empresa. No entanto, engana-se quem pensa que pode se inscrever em qualquer processo de seleção, ainda mais quando as vagas oferecidas não se ajustam às suas qualificações. A pessoa acaba se decepcionando, mesmo tendo um currículo brilhante, afirma Renata Damásio, consultora da Cia de Talentos, consultoria especializada na seleção de executivos e trainees.

Na sua opinião, o desgaste não vale a pena, já que as companhias costumam direcionar seus esforços na busca por talentos em áreas pré-determinadas.  Ou seja, de acordo com suas necessidades estratégicas. É a forma que elas encontram para fisgar pessoas que se encaixem ao perfil das oportunidades que surgirão após o programa, afirma. 

Por outro lado, a infinidade de processos existentes permite ao recém-formado escolher a empresa que mais atenda às suas perspectivas de crescimento profissional. Na fase de seleção, costuma-se avaliar se a personalidade do candidato está alinhada aos preceitos básicos da empresa, explica Renata.

Nestes casos, a consultora aconselha o recém-graduado a fazer uma pesquisa detalhada sobre a instituição que oferece o treinamento para maximizar suas chances de sucesso. Conhecendo a missão, a visão e os valores da companhia, fica mais fácil pontuar características pessoais que possam destacá-lo durante a seleção, diz.

Foi o que fez Daniela Quintaneiro, 24 anos. Depois de ter procurado mais informações e conhecer a estratégia da C&A, percebeu que seu perfil estava muito próximo aos objetivos de negócios da rede de varejo. Tanto que resolveu arriscar e se inscreveu no processo seletivo da companhia.

Após concorrer com mais de 15 mil pessoas, conquistou uma das 25 vagas de trainees. Percebi que os valores éticos da empresa são muito sólidos e parecidos com o que eu acredito, diz. Isso, provavelmente ajudou, completa Daniela.

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e com o MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getulio Vargas de Curitiba, ela viu que levava jeito na área de negócios.  Meu perfil era mais dinâmico e pouco destacado nas atividades que vinha fazendo como arquiteta, conta.

Mesmo com os desafios diários do programa - que já dura quase 15 meses - Daniela já se sente outra pessoa. Adquiri mais confiança e agora sei que tenho capacidade para ocupar um cargo gerencial na empresa, completa.


 

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