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Um modelo pronto pode ser o ponto de partida. Mas é necessário adequá-lo às suas necessidades

Mais do que um pedaço de papel com informações pessoais e profissionais, o currículo é uma forma de se comunicar com o selecionador e, consequentemente, com o empregador. Por isso, engana-se quem pensa que um modelo genérico resolve qualquer problema ou que basta simplesmente copiar um que esteja disponível na Internet.

A consultora de carreira da Career Center Claudia Monari alerta para os riscos de apenas baixar os modelos disponíveis na web, sejam eles básicos ou específicos para uma determinada posição. A individualização conta pontos num processo de emprego e o selecionador percebe na hora quando a pessoa apenas copiou. Para ela, isso não é visto com bons olhos e pode acontecer de o candidato até ser preterido na disputa.

A melhor saída, segundo o consultor de Recursos Humanos Júlio Torres Neto, de São Paulo, é apenas se inspirar nos modelos e fazer a própria versão. O currículo é a forma como o candidato se comunica com o mercado. Cada experiência é única e merece ser contada de forma individual, evitando a pasteurização.

Claudia explica que os modelos prontos, em que basta só preencher os campos com os dados pessoais, são mais indicados para vagas com perfil operacional ou para quem está ingressando no mercado de trabalho. Existem modelos que se encaixam melhor em cada situação. Para descobrir, o conselho é rever sua experiência e saber claramente em qual área deseja atuar. Definir o objetivo profissional é o primeiro passo, diz. Ela, no entanto, é taxativa no que se refere a vagas para cargos gerenciais: o recrutador separa imediatamente o profissional cuidadoso do que quer somente as coisas mais fáceis.

O Baixaki oferece diversos exemplos de currículos para download.

A Microsoft também disponibiliza uma lista de modelos. Quem quer um voltado para a área de Marketing ou Financeira, por exemplo, pode apenas baixar o arquivo e completar os dados pessoais.