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Crise deve impactar os benefícios oferecidos pelas empresas, mostra estudo

Pesquisa também indicou aumento na concessão de assistência de saúde em 2008

Redação iG Empregos |

São Paulo ¿ A consultoria Watson Wyatt, especializada em RH e remuneração, realizou uma pesquisa a respeito dos impactos da desaceleração econômica global nos pacotes de benefícios e de assistência à saúde. O estudo verificou que a intenção não é reduzir o nível dos benefícios oferecidos, mas aguardar uma estabilização do cenário econômico para a tomada de decisões mais precisa acerca da implantação de novos benefícios ou de grandes alterações nos já existentes.

Dentre as ações que possuem maior probabilidade de execução estão a renegociação dos valores pagos como prêmio/mensalidade (38%) e a rediscussão do porcentual de sinistralidade estabelecido em contrato (33%). A sinistralidade é a relação entre a média de utilização e os custos que a empresa paga à operadora de assistência médica.

Quanto a outros benefícios oferecidos, o telefone celular deve sofrer alteração para 16% dos entrevistados e o automóvel, para 14%. Já em relação aos benefícios a conceder, a maioria irá adiar o planejamento de implantação, com destaque para os planos de previdência complementar (14%), check-up periódico para executivos (12%) e programas de assistência ao empregado (11%).            

Em 2008, a pesquisa identificou o aumento da concessão assistência odontológica (84%), check-up periódico para executivos (65%), farmácia (52%), e previdência privada (76%), em comparação ao ano anterior. Em um comparativo entre 2007 e 2008, observa-se que houve uma elevação de 21% para 25% no número de empresas que pretendem repassar o aumento dos custos do programa de assistência à saúde aos colaboradores. Outras ações, como absorver aumentos (37%) ou ampliar a co-participação (22%) também deverão ser praticadas. 

Nas empresas, as principais medidas a serem tomadas para controle de custos são: o desenvolvimento de uma ampla abordagem de comunicação (59%); a realização de palestras informativas e de conscientização (53%); o mapeamento do perfil de risco da sua população (49%); e a identificação de doentes crônicos ou com necessidades especiais (44%). O trabalho envolveu 242 companhias dos mais variados tamanhos e segmentos, num total de 890 planos médicos que oferecem cobertura a mais 1,6 milhão de vidas.

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