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Crise atinge programas de trainee

Recrutadores afirmam que empresas estão adiando processos de seleção em 2009 e reduzindo número de profissionais a serem aproveitados

Andrea Giardino |

Apesar das empresas continuarem abrindo processos de seleção para trainees este ano, com a crise algumas mudanças começam a ser sentidas no mercado. De acordo com Marcelo Vasconcelos, diretor da Page Personnel, empresa do grupo Michael Page que atua no recrutamento de profissionais de suporte a gestão, já há uma queda no número de vagas oferecidas e um recuo no aproveitamento dos recém-formados.
 
As companhias sabem que não podem deixar de formar futuros talentos, mas passaram a redimensionar seus programas de trainee, explica. Tanto que antes todos os selecionados acabavam sendo recrutados e, agora, não. Vasconcelos cita alguns setores, como o financeiro, de construção e de bens de consumo, entre os que estão promovendo essas mudanças.

Para o consultor, esta é uma realidade que deve seguir nos próximos meses porque, com o desaquecimento da economia, as organizações estão revisando para baixo as previsões de crescimento em 2009. Se uma companhia abria 10 vagas, hoje elas não chegam a mais de 7, observa. Algumas empresas de bens de consumo, por exemplo, só têm aproveitado 70% dos trainees aprovados em seus programas.

Carla Esteves, gerente da Cia de Talentos, consultoria especializada na seleção de trainees, explica que a maior parte das companhias tem mantido os processos atuais em andamento, por acreditarem que a crise é passageira. No entanto, algumas decidiram adiar o lançamento dos programas previstos para o início de 2009.

Diante das incertezas do cenário e os revisões de metas, ainda não se sabe quando as companhias abrirão o novo período de recrutamento de jovens talentos, observa. Os efeitos negativos da crise, segundo Carla, atingiram em cheio os bancos de investimento, que além de reduzir as vagas de estágio, interromperam processos de seleção de trainee. Além das montadoras terem paralisado contratações. 

Entretanto, ela acredita que as organizações não devem demitir aqueles que já foram contratados nos processos anteriores e estão em fase de treinamento. Elas sabem que, após a maré de turbulências, precisarão de gente. E não compensa jogar fora o investimento realizado até agora, diz Carla.

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