Publicidade
Publicidade - Super banner
Carreiras
enhanced by Google
 

Crise ainda não afeta contratações no setor de petróleo

Demanda por profissionais tem se mantido crescente e a carência por pessoal qualificado continua

Rachel Sciré |

O mercado de trabalho no setor de petróleo no Brasil ainda está imune aos efeitos da crise mundial. Dados da empresa de recrutamento Robert Half apontam que as contratações no setor do petróleo aumentaram 42% no último trimestre de 2008 frente ao terceiro trimestre, mesmo sem considerar as vagas que devem ser preenchidas até o fim de dezembro. O crescimento já é uma recorrência, pois no trimestre passado o aumento das contratações foi de 17% se comparado ao período antecedente.

Fabiano Kawano, responsável pelas colocações na área de petróleo da Robert Half, explica que nenhum contrato foi cancelado, até agora, por causa da crise. As expectativas cresceram no mercado brasileiro, uma vez que ele não foi tão atingido como o internacional, opina.

Para Marcelo Lavall, gerente da área de óleo e gás da empresa de recrutamento Michael Page, se a diminuição das vagas ocorrer, será em médio prazo, já que o encurtamento do crédito pode bloquear os projetos. Como na área de óleo e gás os blocos levam cerca de cinco anos para se tornarem produtivos, muitos processos estão em andamento. Não é uma crise de incerteza que faz esse mercado parar, afirma.

Até 2012, todo o setor projeta o preenchimento de 260 mil vagas. De acordo com os headhunters, a demanda por profissionais tem se mantido crescente e a quantidade de pessoas empregadas permanece abaixo do ideal para este mercado. Por enquanto, o que tem limitado as contratações é a pouca qualificação e experiência, diz Kawano.

Profissionais capacitados ¿ Segundo Lavall, da Michael Page, o principal gargalo envolve profissionais seniores, com experiência de aproximadamente dez anos no mercado. Por isso, as empresas muitas vezes têm admitido profissionais jovens e desenvolvido programas de formação interna.

Além disso, ex-empregados da indústria pesada também têm sido aceitos. Como os profissionais precisam ser treinados ou passar por períodos de adaptação, Kawano conta que as contratações estão acontecendo mesmo sem necessidade imediata. As empresas querem garantir o profissional, que está escasso.

Áreas de maior procura - A demanda envolve toda a cadeia produtiva do petróleo, mas os postos mais procurados são para os que trabalham diretamente na área de operação e prospecção, como engenheiros e geofísicos. Em menor número, a procura também atinge funcionários para as plataformas - por exemplo, médicos de trabalho.

As empresas também têm contratado expatriados, que são remunerados com valores até dez vezes maiores. Como há carência no mercado local e os cargos são bastante específicas dentro do setor, os salários dos profissionais chegam a crescer 80%, de um emprego para outro, conta Kawano.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), 72 empresas operam na exploração e produção de petróleo no País. O Rio de Janeiro é o principal pólo e abriga 90% da mão-de-obra.

Veja também:

Petrobras afirma que contratações vão prosseguir

Leia tudo sobre: ig empregosig empregos carreira

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG