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Bancos aumentam juros e apertam o cerco na hora de aprovar crédito

Os consumidores que estão buscando crédito imobiliário agora em outubro sentem no orçamento o peso da crise financeira internacional. Isso porque os bancos já aumentaram a taxa de financiamento para a casa própria, chegando a 12% ao ano, fora a correção da TR (Taxa Referencial) diária.

Diferente do que se via seis meses atrás, quando essas taxas não ultrapassavam a casa dos 10%, destaca Plínio Chap Chap, professor de finanças da Business School São Paulo (BSP).  Ele explica que esse cenário reflete a preocupação dos bancos em se proteger contra um possível crescimento da inadimplência.

Além disso, a falta de crédito também tem levado as instituições financeiras a serem mais exigentes na hora de aprovar o financiamento. Hoje se analisa melhor o comprometimento da renda do futuro proprietário, ressalta. Regras que valem tanto para imóveis novos quanto usados.

Entretanto, Chap Chap não vê razão para pânico e aconselha aos que se planejaram antecipadamente não adiar o sonho da casa própria. Daqui para frente acredito que não teremos mais as mesmas facilidades do passado. Mas alerta que é bom prestar atenção nos contratos fechados.

Aqueles com base na TR, certamente irão ver a taxa subir nos próximos meses, afirma. O mesmo se aplica aos financiamentos que adotam o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Ou seja, quem assume financiamento agora continuará pagando juros altos mesmo quando as taxas caírem.

Já quem tem financiamento pré-fixado, Chap Chap observa que não é preciso se preocupar. Nada muda em relação às prestações. Os prejuízos são de responsabilidade dos bancos, ressalta. Portanto, não há risco do comprador ser pego de surpresa no meio do caminho.