Um portfólio versátil desperta a atenção do recrutador e pode ser a chave para novas oportunidades de trabalho

Carreiras ligadas a design, fotografia e artes, em geral, exigem que o currículo chame a atenção do recrutador por sua ousadia e criatividade. Esqueça aquele modelo tradicional de uma única folha com o resumo de sua experiência profissional e qualificações acadêmicas. Nestes casos, o que funciona mesmo é apostar na versatilidade e inventividade de um portfólio bem organizado.

Em primeiro lugar, deve-se reunir os principais trabalhos realizados em uma pasta apropriada ou mesmo em uma caixa elaborada especialmente para esta finalidade. O portfólio precisa revelar quem você é, em toda a sua essência artística, afirma Margot Takeda, coordenadora do curso de Design Gráfico da Miami Ad School, departamento da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

É por meio do portfólio que as empresas têm a chance de avaliar sua evolução e crescimento profissional, diz. No entanto, a dificuldade em definir as melhores peças é um desafio, principalmente para os recém-formados. Não adianta gravar apenas um único trabalho em CD e achar que isso é suficiente, atenta Margot. Muito menos encher a pasta com coisas pouco expressivas apenas para fazer volume.

Se você é programador, por exemplo, a dica é apresentar trabalhos que utilizem softwares com recursos como o flash. Já em relação aos designers, a professora desaconselha o envio da peça original. Basta enviar fotos. Se entre seus melhores trabalhos estiver uma escultura, fotografe-a sob diversos ângulos, explica Margot.

Um bom portfólio, de acordo com a especialista, deve conter, no máximo, 11 trabalhos completos e diversificados, com explicações sobre como foram feitos, quais materiais utilizados e o tempo de execução. Ela recomenda ainda que os profissionais desenvolvam dois tipos de portfólio: um físico e outro digital. 

O digital pode ser disponibilizado tanto em versão on-line - no próprio site do candidato -, ou entregue em CD para a empresa. Ambos devem ser pensados como produtos que irão vender seu trabalho, sua imagem, diz Margot. Portanto, observa, a pessoa deve enviar um material que não seja confuso, bagunçado ou exagerado. Cuidado e capricho são cruciais, completa.

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