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Crédito consignado deixa de ser opção atraente

Bancos reduzem oferta ao mercado e taxas comprometem salário

Andrea Giardino |

Se você pensa em recorrer ao empréstimo consignado ¿ aquele descontado do seu salário a taxas mais baixas, entre 2,2% e 2,5% ao mês ¿ para amortizar outras dívidas, fique atento. A crise financeira tem provocado uma desaceleração na contratação dessa modalidade. Dados da Federação Nacional dos Bancos (Febraban) mostram que enquanto no ano passado essas operações cresceram 30,1%, entre setembro de 2007 e setembro de 2008 aumentaram apenas 20,8%, re presentando um recuo de 9,3%
 
O fato é explicado pela elevação das taxas de juros e maior seletividade na concessão de crédito por parte das instituições financeiras, de acordo com a Febraban. Neste momento, os bancos não querem assumir qualquer tipo de risco, explica Alexandre Assaf, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) Mesmo com a segurança de que os funcionários honrarão seus compromissos.

Na opinião de Plínio Chap Chap, professor de finanças da Business School São Paulo (BSP), apesar das taxas de juros serem menores do que a dos outros tipos de crédito ¿ chegam a metade se comparadas aos índices do cheque especial -, é bom pensar muito bem antes de tomar dinheiro emprestado. Em geral, o consignado compromete 30% da remuneração, além do seu 13º, diz. Valor muito alto para um assalariado.

O professor recomenda às pessoas comedimento na hora de ir às compras neste fim de ano, já que o cenário é bastante incerto e os juros proibitivos. Os bancos vão reduzir a oferta de crédito e não vale a pena substituir o consignado por outras opções mais caras, como o cheque especial e os empréstimos pessoais, ressalta Chap Chap.


 

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