Modalidades olímpicas e de esporte e aventura são opções mais usuais

Os jogos da Copa do Mundo além de empolgar os funcionários também podem ajudar no entrosamento interno da equipe. Há empresas que usam táticas esportivas para estimular o conhecimento do próprio time e na agilidade de desenvolvimento de projetos.

A multinacional italiana Antibióticos do Brasil Ltda (ABL), por exemplo, é uma das companhias que investiu em um treinamento de arco e flecha para os funcionários. Segundo Fabrício de Moura, consultor de treinamentos corporativos da NBCom Sports , que faz esse tipo de evento, quando os participantes tiveram o contato inédito com alvos, arcos e flechas oficiais, foi mais fácil desligarem o piloto automático da rotina corporativa e repensarem o jeito de fazer as coisas de modo inovador.

Michael Nunez, diretor executivo da NBCom Sports, opina que 90% das modalidades esportivas possuem conceitos que podem ser aproveitados no ambiente corporativo, mas é a própria necessidade do cliente que faz com que um esporte se destaque do outro. Tiro com arco, beisebol e a canoagem são algumas das modalidades utilizadas.

Desempenho - Por serem esportes pouco conhecidos, eles fazem com que os participantes partam todos da estaca zero, diferentemente do futebol onde as pessoas que praticam a modalidade com frequência acabam levando vantagem sobre os demais, explica Nunez.

O diretor diz que a diferença desse tipo de treinamento em relação ao esporte-aventura é o objetivo. Para ele, as atividades radicais são ideais para empresas que desejam passar mensagens de superação de obstáculos em momentos de crise.

Já as modalidades olímpicas focam a melhoria da performance de cada participante ou de uma equipe de trabalho, utilizando o que cada modalidade tem de melhor, como o foco no resultado (tiro com arco), a construção de uma equipe vencedora (beisebol) e a gestão de carreira, que é trabalhado por meio da canoagem, que é uma modalidade olímpica, embora muitos a classifiquem como esporte-aventura, comenta.

Aventura - Erik Carnevalli, um dos sócios da Alive Ecohut , empresa que faz treinamentos corporativos ao ar livre, comenta que a vivência de uma situação semelhante ao dia a dia em um local diferente é mais lúdica e evidencia as situações e problemas cotidianos. Além disso, as pessoas estão mais receptivas para a análise e reflexão.

Carnevalli conta que o programa mais procurado da empresa é o Trama, uma proposta na qual os participantes criam, desenvolvem, planejam e executam uma expedição, sem a interferência da companhia. O importante é que eles usem materiais como planejamento tático e estratégico, organização, análise de problemas e tomadas de decisões. Eles administram conflitos e recursos. Depois da realização da sua expedição, o grupo tem consciência de pontos de acertos ou de falhas e estão predispostos a discutir o assunto, explica.

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