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Contratações no Brasil devem recuar

Headhunters afirmam que crise nos Estados Unidos afetará, em particular, os setores financeiro e de construção civil

Andrea Giardino |

Apesar das incertezas sobre os reflexos da crise americana no País, o volume de novas contratações deve cair drasticamente. De acordo com Aloísio Buoro, consultor da DBM, empresa especializada na recolocação de executivos, os mercados financeiro e de construção civil serão os mais afetados.

O consultor ressalta, no entanto, que ainda é cedo para prever a dimensão do impacto. Tudo vai depender dos desdobramentos que virão nos próximos dias, diz. Entretanto, Buoro acredita que haverá uma desaceleração da economia, acarretando o congelamento de vagas. 

Não sabemos quantas deixarão de ser abertas, diz. Mas o medo de um cenário sombrio tem levado muitos projetos a serem engavetados pelas empresas, que tiraram o pé do freio, explica. Ele cita o exemplo de uma companhia da área industrial que já parou seus planos de expansão e adiou a criação de vagas.

Movimento que promete se repetir em outras empresas, a exemplo dos bancos de investimento e construtoras. O problema, segundo Buoro, é quando as empresas precisam de crédito externo para investir, como acontece com o setor imobiliário no Brasil. A fonte secou, portanto veremos daqui para frente um forte recuo nos empreendimentos, e consequentemente, nas contratações.

Fernando Mantovani, diretor da Robert Half no Brasil, empresa especializada no recrutamento para média gerência, acredita que o mercado interno ainda vai demorar um pouco para sentir os reflexos da crise. O investment grade (grau de investimento) permitiu que o país alcançasse outro patamar, avalia.  Tanto que a economia local continua muito bem.

Por enquanto, os únicos efeitos, de acordo com Mantovani, são percebidos entre os bancos estrangeiros que vieram para cá nos últimos anos. Eles paralisaram as estratégias de expansão e nos pediram para aguardar até três meses para ver a viabilidade de abrir vagas, conta.

Mesmo assim, o headhunter não vê impactos de grandes proporções como acontece nos Estados Unidos, que cortou 159 mil postos de trabalho em setembro, o maior volume registrado nos últimos cinco anos. Haverá sim uma queda nas contratações atrelada à redução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 para o patamar de 3,55%, prevê. Mas nada tão crítico.

O primeiro reflexo concreto, no Brasil, da crise que se alastra pelo mundo é o fechamento das linhas de financiamento para empresas. Cada vez mais companhias relatam dificuldades para obtenção de recursos para investir ou manter o giro. O dinheiro está mais caro e os financiadores, mais ariscos.

Em paralelo, com o dólar em alta, ultrapassando a casa dos R$ 2, os negócios ligados às importações começam a travar. Apesar desse quadro, Mantovani diz que é muito cedo para arriscar qualquer palpite e enxerga o mercado nacional preparado para o que vem por aí.

 

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