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Carreiras
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Confira quais são os degraus da carreira executiva

Responsabilidade é mais importante do que o cargo, dizem consultoras

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

Ao trilhar a carreira executiva, o profissional se depara com uma série de cargos que, no mundo corporativo, traduzem o escopo de sua responsabilidade. A carreira pode ser linear, ou seja, começar como estagiário, trainee, analista, coordenador, gerente e diretor. E entre as funções, pode haver também postos como gerente-geral, diretor júnior, entre outros.

“Mas também é possível a pessoa traçar uma carreira em ‘Y’, o que significa que um executivo construiu um caminho em uma determinada área, e em um momento resolveu mudar de setor, fosse para adquirir mais conhecimento, ou por satisfação pessoal. Pode também acontecer uma mudança para o exterior, ou para uma unidade de negócios diferente. Uma movimentação horizontal não necessariamente significa um não-crescimento”, explica Patrícia Epperlein, sócia-diretora geral da Mariaca, consultoria de carreira.

Competências

Claudia Monari, consultora da Career Center, consultoria especializada em gestão estratégica de carreiras e recursos humanos, acrescenta que apesar de a linearidade na carreira ser mais comum, os cargos nas organizações são muito diversificados e, às vezes, em uma empresa um gerente tem a mesma responsabilidade de um diretor em outra. “Acredito que o profissional, mais do que cargo, deve buscar para sua carreira crescimento no seu conhecimento. Isso, sim, o diferencia dos demais”, diz Claudia.

A equação que deve ser considerada antes de trocar de cargo – mesmo que seja para um abaixo do da linha considerada pelas empresas – é qual é a oportunidade de aprendizado que esse novo desafio propõe, avalia Eliane Figueredo, diretora-presidente da Projeto RH.

“Se a pessoa é diretor em uma média empresa e é convidado para um posto de gerente em uma multinacional, o que deve pesado é a amplitude do cargo, a autonomia que terá, além dos desafios e perspectivas”, diz Eliane.

Perspectivas

Mas isso não significa que trocar um cargo em uma empresa menor por um em multinacional seja a melhor escolha para o profissional, pondera Patrícia Epperlein. “É preciso que o próprio executivo trace o seu plano de carreira e como fará este caminho. Às vezes, em uma empresa menor ele tem mais chance de conquistar e ascender do que em uma empresa grande. Na empresa menor ele pode ter uma visão mais generalista e se expor mais do que na empresa grande.”

Para Eliane, o cargo é apenas um indicativo do potencial desse profissional. “Não vamos deixar de chamar alguém que era gerente e aceitou um cargo de coordenador para uma entrevista. Não existe, nesse caso, ‘rebaixamento’ de posto”, afirma.

Contudo, se o profissional ocupava um cargo de diretor e passa a um de coordenador, o que significa alguns degraus abaixo da carreira, isso pode causar um pouco de estranhamento aos olhos do recrutador, pondera Eliane.

Mas, para as consultoras, mais do que ascender na carreira, é importante que a pessoa saiba escolher o caminho que a torne mais contente. “Ser bem sucedido tem a ver com satisfação pessoal. Entender o que te motiva, o que faz você feliz”, conclui Patrícia.
 

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