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Como proteger seu dinheiro

Especialistas recomendam cautela e, com a crise econômica, poupança volta a ser uma opção atraente

Andrea Giardino |

Apesar das bolsas no mundo inteiro terem disparado nesta segunda-feira, 13, em reação ao pacote anticrise do governo americano, muita gente continua sem saber o que fazer e quais investimentos representam menor risco. Para tirar essas dúvidas, o iG Empregos ouviu especialistas em finanças.

Confira algumas dicas sobre como proteger seu dinheiro, dormir tranqüilo e continuar guardando o que sobra do seu salário em meio ao cenário de turbulência:

Bolsa
Quem está dentro não deve sair e quem está fora não deve entrar agora. Esta é a recomendação para aqueles que têm ou querem ter dinheiro aplicado na Bolsa. Ninguém sabe os efeitos dessa crise e o cenário continua tumultuado para arriscar, diz Ricardo Humberto Rocha, professor de finanças do Ibmec São Paulo. Manter a calma e o sangue frio acabam sendo a melhor saída nessa hora.

A pior decisão que o investidor pode tomar nesse momento é resgatar suas aplicações por impulso. Se você fizer isso, terá mais prejuízo, já que no longo prazo poderá ter essas perdas minimizadas ou até mesmo transformadas em lucro, ressalta Alexandre Assaf, consultor e professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Sair da Bolsa só se houver uma necessidade extrema de recursos. Da mesma forma que não aconselha-se mexer nas ações adquiridas da Vale ou da Petrobras. Os consultores afirmam também que apesar do cenário de crise ser uma boa oportunidade para ganhar dinheiro, este é um tipo de estratégia apenas para profissionais.

Não é qualquer um que entende esse mecanismo de comprar quando as ações estão em baixa e vendê-las no momento de alta, alerta Ou seja, só funciona para quem gosta ou pode se arriscar e tem disciplina para gastar boa parte de seu tempo na garimpagem de papéis bons e baratos. Não é para o investidor comum e conservador.

Fundos DI
Mais rentáveis do que a poupança, os fundos DI acompanham a evolução da taxa de juros. Em geral, são opção de quem tem um pouco mais de dinheiro sobrando, não quer arriscar na Bolsa ou prefere diversificar seus investimentos.

Com a crise, os fundos passaram a ser considerados uma alternativa interessante. Podem ser resgatados no curto prazo, sem perdas ( de no mínimo 90 dias) e trazem um rendimento mensal entre 0,10% e 0,15%. Sua desvantagem é que além do desconto do imposto de renda (IR), que varia de acordo com a tabela do leão, são cobradas taxas de administração pelo banco para gerir os investimentos.

Em muitos casos, dão o mesmo retorno da poupança, segundo explica Assaf. O que,na sua opinião, torna inviável ao pequeno investidor. Em primeiro lugar, pelo risco desse tipo de investimento, e em segundo, pelos ganhos obtidos não serem tão diferentes em relação à poupança.

Poupança
A velha e boa poupança nunca sai de moda, sobretudo quando há uma crise no mercado. Tanto Ricardo Rocha, do Ibmec-SP, quanto Assaf, da Fipecafi, afirmam que apesar da poupança gerar menor rentabilidade, sua maior vantagem é não ter risco. Além disso, não há recolhimento de IR nos rendimentos. Muito menos é cobrada taxa de administração.

Se o investidor é o trabalhador que tira uma quantia irrisória do que sobra de seu salário, sem dúvida, a poupança é o melhor negócio, diz Rocha. Atualmente, a poupança rende entre 0,5% e 0,8% ao mês, com base na Taxa Referencial (TR). Por isso, quem não quer risco vale a pena colocar o dinheiro extra na poupança, observa Assaf.


Títulos públicos
Uma das opções de investimento mais rentáveis e seguras são os títulos públicos. De acordo com Alexandre Assaf, o Tesouro Direto, instrumento criado pelo governo para vender papéis da dívida diretamente às pessoas físicas, é uma boa alternativa em momentos de insegurança. Os rendimentos, diz, atingem 0,14%. Para entender como funciona e saber como aplicar, basta consultar o site www.tesouro.fazenda.gov.br e clicar em Tesouro Direto.

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