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Não adianta fugir dos conflitos. É preciso saber administrá-los, ensina consultor

Diante da crise da economia mundial, o ambiente corporativo se vê tomado por incertezas e o ânimo dos profissionais pode ficar exaltado. Como reagir a um problema com seu superior nesse momento delicado?

O consultor de desenvolvimento e habilidades gerenciais David Carlessi acredita que é preciso ter mais calma, mas não adianta fugir da resolução do conflito. De acordo com ele, nenhuma equipe consegue trabalhar quando um conflito não é administrado. O malestar transparece em reclamações e má vontade para realizar as tarefas, exemplifica.

Já que não há como ignorar quando algo não vai bem, o funcionário deve prestar atenção à situação da empresa e do seu chefe para saber o instante propício para resolver um desentendimento. Tudo depende da pessoa com que se está lidando, ensina. Se o chefe for problemático, bater de frente não vai adiantar nada.

Nesses casos, tentar mudar de área na empresa pode ser uma solução. Quando o conflito for solucionável, no entanto, sair sem resolvê-lo pode criar uma marca negativa na carreira do profissional.

Alta tensão ¿ Um momento de crise é difícil para todas as pessoas de uma empresa e muitas vezes as inseguranças dos profissionais técnicos e administrativos são parecidas com a dos gestores, lembra Carlessi. É importante saber ponderar, pois criar outra situação de pressão pode fazer com que o chefe reaja de uma maneira pior.

Muitas vezes, buscar a ajuda de um moderador é uma boa idéia para que as duas partes se entendam abertamente, sugere o especialista. Para a resolução do conflito, um primeiro passo é separar a maneira como a pessoa se sente em relação ao supervisor do motivo da desavença. A questão que gerou o conflito deve ser pontuada para um momento de conversa, quando a tensão na empresa estiver mais baixa, diz.

Segundo Carlessi, a crise cria oportunidades, uma vez que propiciará momentos de reflexão das posturas que serão assumidas. O mundo empresarial é muito ansioso, as pessoas terão que aprender a esperar passar a fase crítica para poder reivindicar seus interesses.