Profissional deve fazer autoavaliação de seu desempenho, diz psicóloga

A promoção que não chegou. O aumento de salário que ficou para o próximo ano. O elogio pelo árduo trabalho que foi dado a outrem. Situações como essas podem causar uma grande frustração no trabalho. Nesses casos, o que fazer, quando a motivação pode ficar à míngua?

Cabe à liderança desenvolver alternativas que não só incentivem, mas também reforcem o reconhecimento pelo empenho do profissional. Ao não se sentir reconhecido o profissional se desmotiva, e com essa realidade outros vilões acabam potencializando a falta de rendimento, explica a psicóloga Sueli Brusco, sócia e diretora executiva da SimGroup, especializada em marketing e programas de reconhecimento.

Reflexão - Para a veterinária Abigail Fernandes, de 42 anos, é importante que o profissional faça uma autoavaliação de seu desempenho, apesar do feedback de seu gestor. Eu passei por uma situação muito difícil há um tempo. Éramos duas profissionais que realizavam as mesmas funções. Mas, ao final de um período, ela foi promovida e eu não, lembra.

Abigail diz que superou essa frustração pensando, justamente, no que poderia ser melhorado. Não ia adiantar eu ficar com inveja e pensar o que ela tem melhor do que eu. Isso não leva a nada. O que me cabe é trabalhar as minhas capacidades.

A psicóloga acrescenta que além desse check-up, o profissional deve ter em mente como o seu empenho gerou os resultados apresentados. A autoavaliação, diz, é uma maneira de perceber as falhas, os pontos fracos e fortes quando se deseja superar barreiras. Sem essa reflexão os erros podem persistir.

Demissão? - Mas como lidar com esse sentimento de falta de capacidade? Por experiência própria, Abigail sugere que a pessoa faça uma conta do custo-benefício de se manter ou não no trabalho. Dependendo do grau dessa frustração, é melhor que a pessoa saia do emprego. Mas se for algo que julgar passageiro, que continue lá e mostre, aos poucos, o seu valor.

O importante, avalia a veterinária, é o próprio profissional saber quem ele é. Reconhecimento a cada ato nem a mãe da gente dá, que dirá o chefe, que tem outros profissionais para ficar de olho.

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