Com perfil 'inusitado', jovem chega à diretoria da TAM

Aos 29 anos, Carolina Duque se tornou diretora de recursos humanos da companhia aérea. "Foi uma atitude corajosa da empresa"

Danielle Assalve, iG São Paulo | 30/12/2011 05:35 - Atualizada às 10:52

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Foto: Gladstone Campos / Divulgação Ampliar

Carolina Duque se tornou diretora de gestão de pessoas na TAM aos 29 anos

Desde que entrou na faculdade, Carolina Duque já pensava em ocupar um cargo executivo em uma grande empresa e se preparava para isso. Ainda assim, ela mal poderia imaginar que oito anos depois de se formar psicóloga pela Universidade Católica de Pernambuco seria promovida a diretora de recursos humanos da TAM. 

“Pensando bem, foi uma atitude corajosa da empresa”, diz Carolina. “Fui promovida com 29 anos, mulher, nordestina. É um conjunto até um pouco inusitado comparado ao que a gente vê no mercado”, afirma. 

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Casos como o de Carolina estão se tornando mais comuns no Brasil, onde tem crescido o número de profissionais jovens que chegam rapidamente ao topo da hierarquia corporativa. Os poucos anos de experiência, no entanto, podem trazer alguma resistência por parte de colegas.

“Por ser jovem, alguns duvidam do seu potencial”, afirma Carolina, que começou a trabalhar aos 17 anos. “Sempre fui muito estudiosa. Minha saída foi buscar ter muito embasamento técnico. Precisava entender muito do negócio e da estratégia da empresa, para poder traçar um plano de RH alinhado com isso”, diz. Carolina também fez dois cursos de MBA em busca de aperfeiçoamento profissional.

Veja também: Como chegar ao topo da carreira antes dos 35 anos

Apesar de enfrentar certo preconceito por causa da idade, Carolina conta que nunca teve problemas por ser mulher. “O fato de ser mulher até ajuda, se você usar feminilidade, jogo de cintura e for amável com as pessoas”, afirma. “Acho que pode ser um erro quando a mulher sobe muito na profissão e tenta se masculinizar um pouco para se firmar”, diz. “É preciso tomar cuidado para não se tornar uma pessoa dura, e ao mesmo tempo também tomar cuidado para não parecer que você deu bola para alguém.”

A TAM tem hoje 34 diretores, dos quais seis são mulheres. Segundo Carolina, em 2008 a companhia tinha apenas duas mulheres em seu quadro de executivos. Em 2011, a empresa ampliou em 24% seus investimentos em treinamento de funcionários, para R$ 32 milhões. Um dos programas desenvolvidos pela TAM é voltado especificamente para a formação e aperfeiçoamento de lideranças.

Leia mais: Grandes companhias querem mais líderes mulheres

A empresa não adota política específica de desenvolvimento de lideranças femininas, diz Carolina, com objetivo de incentivar a diversidade. “A empresa perde muito quando tem estigmas. Tem que ter mescla, tem que ter homem, mulher, estrangeiro, homossexual, é muito pertinente para o País em que a gente vive.”

Segredo do sucesso

Hoje com 31 anos, Carolina acredita que sua carreira está “só no começo” e, por isso, busca consolidar o que construiu até agora. O segredo para a rápida ascensão profissional consiste, basicamente, na combinação de dedicação aos estudos, foco e obsessão por um trabalho bem feito, além de um bom networking.

Ter participado de um programa de trainee também deu um grande impulso para sua carreira. “Fiz o programa da Ford Motors, o que foi muito bom para mim. Tive alta exposição e desenvolvimento para ser líder”, diz. Quando saiu da Ford, aos 26 anos, Carolina foi para TAM como gerente de RH internacional. 

No momento, ela está lendo o livro Managing Transitions [Gerenciando Transições], de William Bridges. “Vai me ajudar nesse momento de integração da TAM com a LAN”, diz. Outro livro que Carolina lê agora, Chief Culture Officer [Executivo-chefe de cultura], de Grant McCracken, também é focado no desenvolvimento profissional. 

Leia também: Como você pensa o futuro da sua carreira?

Com a agenda cheia de compromissos e viagens profissionais, Carolina conta que nem sempre a família consegue entender sua rotina corrida. “Às vezes eles falam que eu trabalho muito. Mas quando a gente faz o que gosta, você faz com prazer”, diz Carolina, que também é mãe de uma menina de quatro anos. Quando decidiu cursar psicologia, ela diz que recebeu o apoio da família, “mas com certa desconfiança, sem saber no que ia dar”. Hoje, “eles me admiram e são bem orgulhosos de mim”.

Para quem está dando os primeiros passos na carreira, Carolina sugere humildade e comprometimento. “Ninguém começa de cima, mas quem trabalha duro e muito bem uma hora ou outra acaba se destacando”, diz. Outra dica é “trabalhar com pessoas que você admira”, que servirão como fonte de inspiração e de aprendizado.

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8 Comentários |

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  • Romildo Duque | 02/01/2012 22:51

    PARABENS PRIMA, MUITO SUCESSO E UM ANO NOVO DE MUITA LUZ, GDE ABÇO

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  • Tamires Gonçalves | 02/01/2012 10:48

    Parabéns Carolina, pois és um exemplo de garra e determinação, creio que chegar onde chegou para vc foi e é uma grande vitória, porém tudo isso deu se ao fato de você a mais ninguém ter batalhado para conquistar o que almejava, isso por muitas vezes incomodam as pessoas, principalmente aquelas que são incapazes de lutar por seus objetivos, então não se conformar com a vitória de seu semelhante, isso os leva a fazer comentários ridiculos, demonstrando o quão pequenos são!!!!\n Hoje vivemos em uma sociedade onde não mais existe a guerra dos sexos, mas ainda sim, existem homens (se é q assim podemos denominar), que ficam querendo justificar um cargo executivo de uma mulher capacitada e merecedora, por ter um rostinho bunito.... isso para mim tem um nome : dor de cotovelo , por ser hiomem e não ter tamanha capacitade, por ser machista, por ser pobre de espirito!!!!\n\nAproveite o início de um novo ano a tente mudar seus conceitos, garato-lhes que vao enxargar a vida com outros olhos e irão quem sabe se sentirem menos "injustiçados", diriamos assim qnd verem uma bela mulher assumir um cargo executivo por sua capacidade!!!!\n\nFeliz 2012

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  • gilberto guimaraes | 02/01/2012 06:55

    parabens; voce e um exemplo para juventude ok....\n

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  • Andre | 01/01/2012 22:49

    A Sra podia começar suas tarefas na gestão de recursos humanos fazendo a empresa parar de preconceito com contratação de Pilotos acima de 35 anos. Estas empresas de aviação não querem funcionários com mais de 35 anos. É como se a pessoa fosse morrer aos 40 anos! No Brasil empresário reclama que Brasileiro aposenta cedo mas com 40 anos quem contrata?

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  • Marcelo | 01/01/2012 09:00

    É, e também convenhamos né, boniteza não se põe à mesa mas se abrem portas né? Ajuda muiiiitooooo um rostinho bonito e outros atributos.

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  • Anderson Silva | 31/12/2011 19:12

    Parabéns a ela, batalhou e vendeu preconceitos, é merecido o cargo que tem ao contrários de pessoas incompetentes que as vezes possuem bons cargos devidos a outros fatores sem ter competência alguma para exercê-lo.

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  • Giovani Adolfo Olivera | 31/12/2011 16:02

    As mulheres têm mais carisma, mais garra e são, sem sombra de dúvidas, mais éticas e profissionais que os homens. Tivéssemos mais mulheres na política brasileira como tem em empresas privadas, o Brasil teria um perfil bem diferente. Não digo com isso que todos os nossos políticos sejam maus, mas que a maioria está só interessada nos altos salários. E a mulherada em alta. Ótimo! O sexo "frágil" mostra-se cada vez mais forte do que nunca e galga com determinação e competência, postos de trabalho que até há pouco só eram ocupados por homens.

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  • APARECIDO C DO NASCIMENTO | 31/12/2011 09:27

    Realmente! Eis um genial exemplo de garra profissional com a prova e demonstração de que vontade de vencer na vida e conhecimento valem a pena. Liderar com empenho tem resultado promissor quando o negocio visa sucesso conjunto empresa-pessoa. Isso e que e vencer desafios!!!

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