Documento deve ser objetivo e sucinto, recomenda especialista em recrutamento

No passado, a carta de apresentação que acompanha o envio do currículo tinha um papel determinante nos processos de recrutamento. Ela funcionava como um chamariz para profissionais que buscavam oportunidades diversas, sem procurar uma vaga específica. A carta tinha a função de representar uma candidatura espontânea da pessoa, atraindo o interesse do recrutador para a leitura do currículo.

Hoje, os especialistas em recrutamento preferem outra abordagem. A apresentação, dizem, pode ser feita no próprio currículo, logo após o registro dos dados pessoais. No próprio corpo do currículo o candidato faz um resumo das atividades desenvolvidas e insere seu objetivo, afirma Érika Imigliano, consultora de planejamento de carreira da Ricardo Xavier, empresa que atua na área de recrutamento. Com os milhares de currículos que os headhunters recebem diariamente, não há tempo para se ler tanta coisa.

A única exceção, sugere Érika, é quando a carta de apresentação for solicitada.  Nesses casos, o profissional precisa ser sucinto e não escrever mais do que dez linhas, explica a consultora. Deve detalhar experiências que reforcem suas habilidades para exercer a função para a qual está concorrendo. Se você está se candidatando a uma vaga de gerente comercial para embalagens, na carta precisa destacar se já trabalhou com isso e o que chegou a fazer, exemplifica. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.