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Brasileiros aguardam desdobramentos da crise para fazer curso fora

Apesar da procura por programas no exterior continuar intensa, há uma preocupação com a influência da flutuação cambial nos preços dos pacotes

Isis Coelho |

O desenrolar da crise americana e a valorização repentina do dólar viraram o mercado mundial de cabeça para baixo. As agências de turismo educacional, que oferecem programas para o exterior, também sentiram o baque. Apesar da procura por esses pacotes não ter diminuído, os brasileiros estão esperando a estabilização da moeda americana para poder fechar negócio.

Ainda não registramos nenhum cancelamento, mas certamente as pessoas estão aguardando os acontecimentos para tomar uma decisão, afirma José Anastácio Campos de Abreu, sócio-diretor da ICCE, agência especializada em intercâmbio cultural, com filiais em cinco estados do País.

O receio tem motivo. Quase todos os pacotes comercializados são cotados em dólar. E as oscilações cambiais podem ser desastrosas e modificar os planos de quem pretende ingressar em um programa de educação no exterior.

Um programa de um mês em San Diego, Estados Unidos, com 27 horas aula de inglês semanais, mais acomodação e alimentação custa US$ 1,95 mil na ICEE ou R$ 4,5 mil, na cotação da moeda americana desta sexta-feira (10). No final de setembro, quando o dólar estava a R$1,7, o valor total saia cerca de R$3 mil.

Pensando nisso, o ICEE oferece programas de Work & Travel, trabalho remunerado no exterior, onde o preço do pacote é em reais. Nesse caso, a pessoa não precisa se preocupar com a variação da moeda americana, diz Abreu. Se o dólar subir ou sumir do mapa, a viagem está garantida e será paga em real.

Contudo, caso a crise se agrave, as agências já têm planos pré-estabelecidos para que o setor não sofra conseqüências mais pesadas. Podemos entrar em acordo com as escolas parceiras e conseguir preços mais baixos para conseguir oferecer boas oportunidades aos interessados nesse tipo de curso, completa.

 

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