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Brasileiro é o mais otimista a respeito da crise, aponta pesquisa

Executivos esperam promoções e aumentos e 44% acreditam que as contratações devem aumentar

Rachel Sciré |

A crise não assusta o brasileiro. Ao menos é o que indica uma pesquisa mundial divulgada ontem pelo Grupo BPI. A multinacional francesa especializada em reestruturação de empresas e gestão de pessoas desejava saber o que os altos executivos esperavam da crise. A principal conclusão foi que os brasileiros acreditam que a crise será mais curta e menos profunda que nos demais países e que não afetará seu futuro profissional, nem mesmo sua empresa. 

A maioria dos executivos brasileiros (62%) não acha que o direcionamento de sua carreira tem ligação com a crise econômica atual. Uma porcentagem maior de gestores locais (68%) ainda acredita que poderá evoluir na carreira mesmo com as dificuldades nos mercados.

Enquanto, pelo mundo, 40% dos pesquisados não espera um aumento, no Brasil, apenas 6,5% acreditam que não receberão um salário maior ou superior ao ano anterior. Quando o assunto é promoção, 43% dos brasileiros pensam que serão promovidos nos próximos dois anos e somente 8,6% acham que não mudarão de empresa.

Este otimismo é inconsequente, afirma o diretor da BPI no Brasil, Gilberto Guimarães. Para ele, além de se tratar de um aspecto cultural, a percepção positiva da população brasileira sofre influência das expectativas transmitidas pelos governantes. Demonstra uma atitude de confiança inata, de que a solução virá sempre do outro para você, diz.

Em relação ao posicionamento dos governantes diante da crise, 59% dos brasileiros confiavam na eficácia do Estado. Pouco mais de 40%, na média mundial, confiava nas medidas tomadas pelos seus governos para combater a crise. O grupo local é o único que a acredita que a crise durará menos de um ano.


Por se tratar de uma pesquisa de percepção, o diretor da BPI explica que muitas respostas podem corresponder muito mais a um desejo dos gestores, em vez de se basearem em conclusões racionais.

A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, com 7.590 alto executivos de empresas de diversos portes e setores. Os países participantes foram: Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Polônia, Reino Unido, Romênia, Rússia e Suíça.

Outros dados da pesquisa:

- Aproximadamente 77% dos profissionais não acreditam em conflito social dentro da empresa por causa da crise.

- Apesar de esperar reestruturações nas empresas, 62% dos executivos brasileiros acreditam que não haverá demissões em sua equipe. No resto do mundo este número é de 64,5%.

- Cerca de 40% dos executivos brasileiros acreditam que a crise vai durar menos de um ano, 44% no máximo dois anos e somente 14% mais de dois anos, em oposição ao resto do mundo, que acredita em prazos de dois anos ou mais.

- Para 63% dos executivos ouvidos pela pesquisa não haverá contratações nos próximos meses. Quem menos acredita no aumento de efetivo são os europeus (Itália, França, Alemanha, Inglaterra e Bélgica). No Brasil, as respostas estão bem divididas: 44% acham que as contratações vão acontecer e 54% acham que não.

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