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Bolsas são opção para quem quer dar aula em universidade

Alunos de doutorado e mestrado podem solicitar apoio financeiro de instituições de fomento à pesquisa. Valores variam de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil

Isis Coelho |

Tornar-se professor universitário requer dedicação integral à pesquisa. Para cumprir as etapas da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), sem que seja preciso continuar no mercado de trabalho, muitos alunos recorrem às bolsas de estudo concedidas por agências de fomento à pesquisa. Entre as opções existentes destacam-se a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Qualquer estudante regularmente matriculado em um programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) pode pleitear uma bolsa. Ou seja, o auxílio pode ser solicitado tanto por alunos da rede pública quanto da rede privada.

Os processos de seleção e os valores oferecidos diferem de uma agência e outra.  Apesar de as bolsas serem bem menores do que os salários pagos no mercado, elas acabam ajudando, diz a professora Aline Maria da Silva, assessora da pró-reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo. Tanto que costumam ser bastante disputadas.

Confira abaixo as regras de cada uma das agências:

Fapesp
A duração máxima para as bolsas de mestrado e doutorado é de 24 e 36 meses, respectivamente. No caso do doutorado, o benefício pode ser prorrogado por 12 meses. As bolsas são concedidas mediante análise do pré-projeto de pesquisa, currículo do orientador do trabalho e análise do histórico escolar e acadêmico.

A instituição dá preferência aos candidatos que tenham realizado estágios ligados a iniciação científica ou publicações de artigos científicos ou recebido algum tipo de premiação. Os estudantes de universidades públicas e particulares podem solicitar o benefício duas vezes ao ano, de acordo com os prazos preestabelecidos no site da instituição. Durante a concessão da bolsa, o estudante não pode ter vínculo empregatício de qualquer natureza ou receber o auxílio de outra entidade.

No mestrado, o valor da bolsa é de R$ 1.248,60 (para estudantes do primeiro ano) e R$ 1.325,70 (para alunos do segundo ano). No doutorado, a valor é de R$ 1.840,50 para estudantes do primeiro e segundo anos e R$ 2.278,20 para alunos de terceiro e quarto anos. 

O bolsista tem direito a um fundo de apoio para cobrir eventuais gastos com materiais necessários para a realização da pesquisa. Nesse caso, o estudante deve comprová-los com notas fiscais e apresentá-los à comissão responsável da Fapesp.

Mais informações no site www.fapesp.br.

CNPQ
As bolsas são divididas em duas categorias: individuais (no Brasil e no exterior) e por quota, concedidas às universidades de ensino superior. Neste último, a instituição não permite que o aluno peça o auxílio por conta própria, mas por meio de indicação da coordenação do seu curso.

Em ambos os casos, o bolsista deve dedicar-se integralmente à pesquisa e não pode exercer qualquer outra atividade remunerada. A duração máxima do benefício é de 24 e 48 meses para mestrado e doutorado, respectivamente. Os prazos de inscrição devem ser monitorados no site do CNPQ.

Para alunos do mestrado, o valor da bolsa é de R$ 1,2 mil e para o doutorado, R$ 1,8 mil.

Mais informações no site www.cnpq.br.

Capes
Qualquer informação sobre os critérios e procedimentos para o processo seletivo e obtenção da bolsa deverá ser obtida junto à própria universidade, que define quem está apto a recebê-la. Somente as universidades avaliadas pela Capes com nota igual ou superior a três têm direito a pleitear o benefício em favor dos estudantes.

Os beneficiários são obrigados a realizar estágio de docência durante o período de mestrado ou doutorado. Na Capes, o valor da bolsa para alunos do mestrado é de R$ 1,2 mil e de doutorado, R$ 1,8 mil.

Mais informações no site www.capes.gov.br.

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