Além de muitas confraternizações, o final de ano é o momento em que, geralmente, as companhias fazem a avaliação de desempenho de seus profissionais.
Segundo Márcia Palmeira, diretora de desenvolvimento da consultoria Right Management, se a avaliação for feita de uma forma criteriosa, será importante para a reflexão do profissional. “Tanto em suas maiores potencialidades, como em pontos de atenção e de melhoria”, diz.
Para Cristiano Amorim, da Fellipelli Consultoria Organizacional, avaliação de desempenho deixa claro aos profissionais o que é esperado deles
Cristiano Amorim, consultor de Recursos Humanos da Fellipelli Consultoria Organizacional, afirma que a avaliação de desempenho deixa claro aos profissionais o que é esperado deles em relação ao cumprimento das metas do negócio. “Geralmente, é utilizada para mensurar desempenhos individuais ou de equipes de trabalho e é determinante para o pagamento da remuneração variável”, explica.
Para que o profissional consiga fazer a sua auto-avaliação, Márcia indica que ele questione:
• se metas numéricas e qualitativas foram atendidas;
• qual o percentual de cumprimento dessas atingidas;
• que fatores externos ou internos (à empresa, área, departamento) contribuíram positiva ou negativamente para esses resultados; e
• quais foram as reações a eventuais adversidades encontradas.
Reflexão - “Caso esse colaborador tenha uma autoavaliação negativa, deve levar em consideração todos os fatos que foram levantados, mas, em especial, deve refletir sobre o que deveria ter feito e não fez”, explica.
Já se o resultado for positivo, ainda assim, as reflexões são importantes. “Elas ajudarão a entender se as metas estavam na medida ou foram subdimensionadas. E ajudarão o profissional a enxergar qual o próximo desafio a que se propõe em prol do seu crescimento”, acrescenta Márcia.
Cristiano Amorim comenta que, partindo-se do pressuposto de que as metas definidas eram passíveis de serem atingidas, qualquer resultado, seja ele positivo ou negativo, deve ser analisado dentro de um contexto.
“É preciso avaliar o histórico do profissional, comparar seus resultados com os de outros profissionais que realizam o mesmo tipo de atividade, avaliar se o profissional possuía os recursos necessários para realizar o trabalho, checar se o cenário externo (mercado) estava ou não favorável e considerar se o profissional ainda é inexperiente”, enumera o consultor.
Segundo ele, o feedback ao colaborador deve ser passado dentre desse contexto, para facilitar a tomada de decisões, que pode incluir desde o desligamento do profissional que tiver um desempenho ruim, passando pela realização de ações de desenvolvimento de carreira para os casos intermediários até chegar a recompensas e promoções para os melhores.