Empresas têm tolerância de até 15 minutos com atrasos

Apesar de as empresas estarem mais flexíveis em relação ao atraso no trabalho, a pontualidade continua a ser um item importante na avaliação dos seus funcionários. O limite de tolerância praticado pelo mercado é de 15 minutos, segundo Adriana Cavalcante, gerente de relacionamento da Foco RH.

Preocupadas com essa questão, algumas companhias destacam em seus processos de recrutamento e seleção a preferência para os candidatos que residam próximo ou na mesma região onde está a empresa, comenta.

Congestionamento - O trânsito é quase sempre a principal causa do não cumprimento do horário, diz uma executiva que preferiu não se identificar. Ela admite chegar atrasada quase todos os dias, mas garante que sempre compensa esses minutos com algumas horas a mais não remuneradas.

Tem gente que chega cedo, coloca suas coisas sobre a mesa, liga o computador e vai calmamente à lanchonete tomar café. E tem outros que chegam esbaforidos, rezando para o seu gestor não estar na sala, e já começam o trabalho a mil. Não se pode afirmar que Sr. Pontualidade seja melhor ou pior profissional do que o Sr. Atrasado.

Para Adriana, se a companhia institui horários determinados para início de suas atividades como norma, é importante que o funcionário entenda e respeite essa condição. Se nessa empresa o funcionário for responsável por gerir equipe, torna-se ainda mais importante manter-se alerta para esse fator. Ele será referência para seus subordinados, avalia.

Gafe - Mas há situações em que os atrasos são gafes enormes e podem causar constrangimentos na companhia. Reuniões, teleconferências e almoços de negócios são alguns exemplos.

É válido respeitar e considerar a presença das demais pessoas que também estão programadas para participar da atividade. Em caso de imprevisto, é interessante demonstrar preocupação e informar o ocorrido a fim de justificar o atraso e lembrar sempre que, além da própria imagem, a da empresa que estiver representando também estará envolvida, afirma a consultora.

O advogado Hiroshi Katagawa, de 43 anos, comenta que uma vez, em uma reunião no Japão, um colega brasileiro chegou sete minutos atrasado. O encontro estava marcado para as 19h00 em ponto, para terminar às 20h00. Com o atraso, a reunião terminou às 20h07 e ficou um clima de mal-estar entre todos. O negócio, que era para ser fechado naquele dia, demorou mais dois meses para ser concluído. Na última reunião, esse brasileiro chegou 30 minutos antes, como todos nós.

Para o advogado, a razão do atraso do colega não era o trânsito, mas sim a cultura brasileira de que sempre há uma tolerância e que não há problema deixar os outros esperando cinco minutinhos.

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