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Ar-condicionado pode adoecer profissional

Desconforto com temperatura compromete produtividade, diz estudo

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo |

Faça chuva, faça sol, na bolsa de Mariana Sodré tem sempre um casaquinho. É o ar-condicionado, suspira. Nos dias de muito calor, Mariana conta que até fica feliz de se deparar com o ar gélido da empresa. Mas quando as temperaturas estão mais amenas, bastava abrir uma janela, diz.

Já o seu colega Jackson Filho, que senta perto dela, conta que prefere o friozinho do escritório. Eu fico mais ligado. Quem aguenta aquele bafo e calorão? Além disso, se eu sentir calor não posso tirar a camisa, já as friorentas podem vestir um agasalho, argumenta.

Produtividade - A eterna briga pela temperatura ideal do ar-condicionado é mais notória quando se trata de homens e mulheres no mesmo ambiente. O pior acontece quando o ar-condicionado é central e não há como personalizar a temperatura para cada baia. Estudos da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) apontam que o desconforto com a temperatura do ambiente compromete 4% da produtividade do trabalhador.

Segundo o médico Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal São Paulo (Unifesp), os problemas causados por ambientes climatizados ultrapassam as barreiras do frio.

Há pessoas que, por sua condição natural, não toleram o ar seco e podem desenvolver um quadro parecido com um resfriado, com entupimento nasal. É importante nesses casos, umidificar as mucosas, usando colírios e soro fisiológico para hidratar o nariz, afirma.
 
Um estudo do médico alergologista Gustavo Silveira Graudenz, da Universidade de São Paulo (USP), constatou que profissionais que trabalham em ambientes climatizados têm 40% mais chances de desenvolver problemas respiratórios e alergias do que os que permanecem em locais com sistemas de ventilação natural.

Edifício doente - Além disso, se o ar-condicionado não for devidamente limpo, o ambiente não-ventilado pode ser alvo da "síndrome do edifício doente", que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), significa a transmissão acentuada de doenças causadas por bactérias, fungos e ácaros, que se proliferam com a baixa qualidade do ar em locais fechados e com aglomeração de gente.

Olzon explica que nos aparelhos de ar-condicionado que ficam com uma parte para fora, pode haver transmissão de doenças por conta dos pombos. Podem transmitir uma doença chamada criptococose, que é um fungo, que pode provocar até um quadro de meningite. Por isso, a manutenção do equipamento é fundamental, alerta.

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