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Acirra a guerra por talentos

Falta de profissionais qualificados leva empresas de auditoria a antecipar programas de trainees

Andrea Giardino |

Nos últimos quatro anos, a disputa por talentos nas auditorias se intensificou tanto que as grandes firmas passaram a antecipar seus processos de seleção de trainees. A estratégia das big four - como ficaram conhecidas as quatro maiores empresas do setor no mercado -, tem sido sair à frente da concorrência na "caça" aos melhores. Movimento que reflete o aumento da demanda por projetos ligados às modificações nos critérios contábeis vigentes no Brasil das Sociedades por Ações (SAs), válidas desde janeiro passado.

A Ernst & Young, por exemplo, começou em fevereiro a recrutar recém-formados do país inteiro, de vários cursos. Nesta etapa foram escolhidos 140 profissionais em início de carreira, os quais atuarão, exclusivamente, nas práticas de auditoria. Antes, a empresa só abria inscrições em maio e mantinha um programa único, bem mais amplo, destinado a preencher vagas em todas as áreas. Agora, pretendemos manter dois programas anuais, com a meta de contratar um total de 300 trainees, diz Carlos Antonaglia, diretor de RH da Ernst & Young Brasil. O segundo processo acontece entre outubro e novembro.

De acordo com o executivo, a idéia de antecipar o processo de seleção nasceu com o objetivo de acelerar a formação de profissionais sem experiência que num curto espaço de tempo irão reforçar as equipes da empresa. O gap de profissionais sempre foi um velho problema das auditorias. Mas cresceu de fato em 2007, com o boom de IPOs ( oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês ) e agora com a nova lei das SAs. "As empresas, sobretudo as nacionais, se viram obrigadas a contratar firmas de auditoria para ajustar seus balanços ao padrão internacional de contabilidade International Financial Reporting Standard (IFRS) até 2010", observa Antonaglia. Promovendo, assim, uma corrida na busca por profissionais.

Na PricewaterhouseCoopers, o programa de trainee passou a ter três edições anuais, sendo o primeiro processo de seleção iniciado em janeiro. Até 2006, o programa começava a partir de maio, mas resolvemos antecipar para março", revela João César Lima, sócio responsável pela área de RH da Price no Brasil. No entanto, com as mudanças nos critérios contábeis, a empresa pretende ampliar o volume de contratações de jovens.

A expectativa é de que só este ano, cerca de 500 novos trainees sejam recrutados. Um número bem superior a 2007, quando entraram na companhia 350 trainees. As mudanças na lei das SAs impactaram de forma direta nossa demanda, conta Lima. O leque de empresas a serem auditadas aumentou e há um mercado novo que precisa ser suprido. Segundo o sócio da Price, o mercado em ebulição acabou contribuindo para um maior interesse dos jovens pelas firmas de auditoria.

"Apesar de nossos processos de seleção envolverem vagas para diversas áreas, 60% dos selecionados vão atuar nas práticas de auditoria", explica. Entretanto, a Price não se restringe a buscar talentos apenas nas faculdades de contabilidade. A empresa também procura recém-formados nos cursos de economia e administração. Nem sempre encontramos profissionais qualificados nas faculdades de contabilidade, por isso absorvemos gente com o perfil desejado em outros cursos, afirma Lima.

Informações no sites:
www.ernstyoung.com.br
www.pwc.com/br

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