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A difícil trajetória rumo ao doutorado

Etapa da especialização stricto sensu exige esforço e dedicação total à pesquisa

Isis Coelho |

O título de doutor não é exclusivo dos médicos, embora ainda seja privilégio para poucos. Procurado por quem deseja continuar na vida acadêmica, o curso de doutorado é considerado um grande desafio. Segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2007, apenas 9.019 estudantes receberam o diploma de doutores no Brasil.

Esse número não chega nem de perto a 0,1% do total de habitantes no país.  Os anos a mais de dedicação, muitas vezes, desestimulam o mestrando a seguir em frente, afirma a professora doutora Aline Maria da Silva, assessora da pró-reitoria de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP).

A possibilidade de um recém-graduado ingressar diretamente no doutorado existe, mas é rara. O caminho natural começa pelo mestrado acadêmico para só depois enfrentar mais quatro anos de estudo, aproximadamente. Ou seja, somado à graduação, são mais de dez anos de dedicação à pesquisa e à leitura. Essa é uma etapa longa de construção e capacitação profissional, afirma Aline.

Agora, se o estudante deseja obter conhecimento avançado sobre um assunto, deve ter disposição para enfrentar a extensa trajetória, afirma Aline. Não é á toa que o perfil dos candidatos, na maioria das vezes, é composto por pessoas que realmente desejam continuar na vida acadêmica.

Entretanto, nada impede que o pesquisador utilize seus conhecimentos no mercado. O aluno pode firmar parcerias com instituições particulares para que seu objeto de pesquisa seja aplicado na prática, explica a professora da USP. De acordo com a professora, esses profissionais podem atuar, principalmente, em companhias que tenham áreas de pesquisa científica ou tecnológica.

O processo seletivo para o ingresso no doutorado é semelhante ao de mestrado e varia de acordo com a universidade ou curso. A única diferença é que o estudante deve apresentar um pré-projeto com profundidade teórica muito mais elaborada e reflexiva. O ideal é que o aluno continue com a pesquisa feita anteriormente, expondo hipóteses inéditas e relevantes, diz.

O conteúdo programático também prevê créditos de aula obrigatórios a serem cumpridos. Porém, de acordo com a professora Aline, o doutorando tem mais liberdade em relação a seu orientador, já que possui experiência maior no campo da pesquisa.

Atualmente, a Capes reconhece 1.245 programas de doutorado, dos quais 90% dos que são classificados como excelentes estão nas universidades públicas. Entre as instituições privadas, há cursos de boa qualidade, com preços equivalentes ou até mesmo menores que o de mestrado.

O doutorado em psicologia na Universidade Católica de Goiás, por exemplo, custa, cerca de R$ 1,3 mil por mês, com duração de quatro anos. Já o programa de administração da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape-FGV), no Rio de Janeiro, sai por R$ 950 mensais.

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