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Carreiras
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A chave para o universo da pesquisa

Mestrado acadêmico é a porta de entrada para quem deseja fazer carreira na universidade

Isis Coelho |

Ao terminar o curso de graduação, muitas pessoas dão por encerrado o ciclo de preparo profissional e seguem rumo ao mercado de trabalho. Mas aos interessados em ingressar na área de pesquisa, a jornada mal começou. O mestrado acadêmico, primeira etapa dos cursos classificados como stricto sensu, é o caminho obrigatório para fazer carreira na universidade, apesar dos programas não serem exclusivos a quem quer dar aula ou tornar-se pesquisador.

Segundo a professora Aline Maria da Silva, assessora da pró-reitoria de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), o processo seletivo varia de acordo com o curso ou universidade. Os critérios de avaliação envolvem provas de conhecimento específico, avaliação de currículo, apresentação de um pré-projeto de pesquisa e entrevista pessoal. Não se exige experiência profissional e nada impede que o aluno saia da graduação direto para o mestrado. Além disso, o candidato deve comprovar proficiência em uma língua estrangeira. É aconselhável que o estudante se informe sobre as linhas de pesquisa de cada programa para apresentar um projeto que se encaixe à grade curricular oferecida pela universidade, sugere Aline.

Assim como na graduação, o aluno precisa cumprir uma quantidade mínima de créditos, dividida entre disciplinas obrigatórias e optativas. Para receber o título, o estudante deverá apresentar uma dissertação ao final do curso. O trabalho, que deverá ser produzido com auxílio de um orientador durante o mestrado, é defendido frente a uma banca examinadora, composta por especialistas no assunto tratado.

Apenas 12% dos programas disponíveis no Brasil são oferecidos por instituições privadas e, nesse caso, prepare o bolso. Os preços das mensalidades costumam ser iguais ou ainda mais altos do que os cursos de graduação.

O programa de mestrado em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), por exemplo, tem duração de até dois anos e meio e custa cerca de R$1,2 mil por mês. Na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, o mestrado em Direito sai por 24 parcelas de R$1,3 mil.

Segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), 30.568 das 78.771 pessoas matriculadas em instituições avaliadas pelo órgão no Brasil receberam a titulação de mestre no ano de 2007. 

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