Como saber se seu emprego está por um fio e driblar o risco de demissão

Por Guilherme Machado - iG São Paulo |

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Especialista diz que desenvolver a autocrítica é fundamental e que é preciso se adequar às lógicas dos superiores na empresa

Professora enfatiza que  realizar as atividades com vontade e responsabilidade é um ponto crucial
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Professora enfatiza que realizar as atividades com vontade e responsabilidade é um ponto crucial

O cenário delicado que se espera para a economia brasileira neste ano não deve dar alívio para o mercado de trabalho, que vem sofrendo com o achatamento do lucro de muitas empresas. Com o desemprego em alta, é cada vez mais comum ouvir entre amigos e familiares o medo de ser demitido.

Diante de um momento tão difícil e da insegurança crescente, é preciso ter cautela e ficar atento ao próprio trabalho. Caso esteja desagradando seus superiores, é importante corrigir o problema rapidamente para evitar futuras dores de cabeça.

O iG conversou com a especialista em carreiras e professora da Fundação Dom Cabral, Aline Souki, que deu algumas dicas sobre como identificar problemas na atuação de cada profissional e como corrigi-los. “Desenvolver a autocrítica é muito importante nesse processo. Saber o que se entrega bem e o que não se entrega bem. E cada um só sabe isso de acordo com a leitura que faz da expectativa que o outro possui em relação ao seu trabalho”, afirma. É importante entender a lógica dos superiores para se adequar a ela, e não seguir uma lógica própria.

Ano de crise: quais habilidades uma pessoa pode ter para se manter no emprego?

A professora enfatiza que o primeiro ponto é realizar as atividades com vontade e responsabilidade, além de ter o objetivo de entregar o melhor resultado possível. Ela enfatiza que uma pessoa pode saber que seu emprego está em risco acompanhando os movimentos da organização na qual trabalha. “Clientes estão saindo? Clientes estão entrando? Qual o esforço está sendo feito para manter o funcionário? Na medida em que se acompanha isso já se sabe se haverá corte ou não”, esclarece.

Aline explica que muitas vezes o esforço do funcionário é levado em conta. Se você percebe que não está correspondendo às expectativas, precisa se esforçar ao máximo para provar que pode ficar na organização, uma vez que em momentos econômicos complicados, os funcionários que entregam menos são os que costumam ser dispensados primeiro. “Hoje, com os cortes, quem fica trabalha mais, e não necessariamente terá crescimento na perspectiva que tinha antes. Hoje a relação mudou muito, então se uma pessoa fala ‘estou trabalhando o dobro e estou ganhando o mesmo’, ela deve valorizar o fato de estar empregada”, argumenta.

Caso a pessoa seja demitida, como se organizar para voltar ao mercado?

A especialista defende que o trabalhador deve acompanhar os movimentos da empresa e avaliar as possibilidades caso seja de seu interesse se desligar da companhia. No entanto, ela recomenda “não precipitar o fim”, uma vez que isso pode não ser uma boa estratégia. “A pessoa não pode entrar no primeiro avião. É preciso avaliar a oportunidade que aparece."

De acordo com a professora, é importante que o funcionário identifique suas competências, uma vez que o futuro é incerto. “O dia de amanhã pode não ter emprego, mas pode ter trabalho. Trabalho não falta. A pessoa pode, às vezes, fazer trabalhos por fora, para não concorrentes da empresa para a qual trabalha claro, ganhando já um portfólio curricular de trabalho de freelancer em alguma área, para que se algo aconteça, ela não fique no zero”, explica. 

Veja também: o que você não deve comer no ambiente de trabalho

Gosta de peixe? Melhor abrir mão deste alimento quando for comer na mesa de trabalho. Foto: DivulgaçãoPrefere ficar nas saladinhas e legumes cozidos? Então evite levar para o trabalho repolho e brócolis. Foto: Danielle Assalve/iGApreciada por muitos, o sanduíche de mortadela pode incomodar o vizinho de mesa. Foto: DivulgaçãoVocê adora cebola? Deixe para comê-la quando for ao restaurante ou em casa. Foto: ReproduçãoSanduíches com hambúrguer e bacon podem aumentar sua lista de inimizades no escritório. Foto: DivulgaçãoO camarão, apreciado por muitos, pode causar rejeição entre os colegas de trabalho. Foto: Ana RibeiroAdora um pipoquinha no fim da tarde? Lembre-se que o aroma, principalmente daquelas com sabor, como cheddar, pode não agradar a todos. Foto: DivulgaçãoCom cheiros característicos, frutas como goiaba, mexirica; manga e jaca não são uma boa pedida para o lanche no escritório. Foto: Getty ImagesSalgadinhos de milho podem incomodar o colega que senta ao seu lado no trabalho. Foto: Reprodução/PepsicoO cachorro-quente está na lista dos alimentos que devem ser evitados noa mesa de trabalho; o cheiro do sanduíche não agrada a todos. Foto: DivulgaçãoAs caixinhas de comida chinesa devem ser evitadas nos ambientes de trabalho por conta do odor. Foto: Reprodução/China in BoxOvo cozido está na lista dos alimentos com cheiro nada agradável para quem está por perto. Foto: Pinterest / livireader


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