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Pesquisa do site Trampos.co aponta que mulheres da área de comunicação têm intenções salariais menores, embora busquem mais graduação

Desde a entrada da mulher no mercado de trabalho, o mundo ainda não assistiu a verdadeira equidade de gênero. Pouco importa o cargo ou o país onde moram, as mulheres ainda ganham menos – e também esperam menos – que os homens.

Sheryl Sandberg: em Davos, lutando pela causa das mulheres, enquanto o mundo todo falava da abertura de capital do Facebook
Bloomberg via Getty Images
Sheryl Sandberg: em Davos, lutando pela causa das mulheres, enquanto o mundo todo falava da abertura de capital do Facebook

Essa é um dos diagnósticos apontados pelo site de vagas Trampos.co na aspiração salarial de seus 46 mil cadastrados. Com 51% dos registros de mulheres, a equipe de pesquisa do site identificou que mulheres mostram pretensões salariais menores que as dos homens.

As variações são grandes. Na área de comunicação, enquanto as jornalistas pensam num salário de R$ 2,9 mil, os homens querem apenas 2% a mais. Na outra ponta, no entanto, entre os profissionais de Rádio e Televisão, a diferença de aspiração salarial entre homens e mulheres chega a 25% – a mais, para eles.

No departamento de tecnologia, a diferença pode ser até maior entre os programadores – mulheres esperam ganhar 35% menos que os rapazes, embora elas sejam apenas 10% do total de candidatos às vagas.

Mesmo assim, entre os cadastrados, mais mulheres possuem pós-graduação. Delas, 15% já buscaram algo mais além da faculdade, enquanto apenas 13% dos homens foram além do curso superior.

Essa certa timidez no que tange o reconhecimento das próprias habilidades não é nova e foi tema central de um dos livros mais vendidos de 2013, “Faça acontecer”, da diretora operacional do Facebook, Sheryl Sandberg.

A executiva pontua que a revolução feminista está estagnada, como também sinaliza a preocupação da mulher com a maternidade e com a fuga dos estereótipos de mandona e autoritária quando está na liderança. “Mulheres não estão chegando ao topo em qualquer profissão em nenhum lugar do mundo”, afirma.

O fato é que o assunto é polêmico. Recentemente, foi a diretora-presidente da GM, Mary Barra, quem virou alvo no debate. A remuneração base dela seria US$ 100 mil menor que a de seu antecessor Dan Akerson que, por sinal, segue como consultor da montadora.


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