Lide Futuro reúne jovens com projetos inovadores ligados ao meio ambiente

Por Marília Almeida - iG São Paulo | - Atualizada às

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Evento tem como objetivo trocar experiências e promover o debate sobre o tema

O Lide Futuro, braço do Grupo de Líderes Empresariais que tem como objetivo desenvolver talentos e líderes, defender políticas públicas relacionadas à juventude e apoiar programas educacionais, promoveu nesta quarta-feira (27)  seu quinto evento Like the Future, com o tema "Relações Sustentáveis". 

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Evento em São Paulo teve palestras e debate

A ocasião reuniu 300 pessoas para ouvir a palestra de jovens que optaram por empreender e desenvolver projetos inovadores relacionados à causas sociais e ambientais.

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Entre os palestrantes, Mario Haberfeld, coordenador do projeto Onçafari; Marcelo Miranda, CEO da Precon Engenharia; e Edgard Gouveia Júnior, fundador do game Play the Call. "O objetivo é impactar jovens com palestraS exclusivas", disse Patricia Meirelles, presidente do Lide Futuro.

Em comum, todos resolveram buscar ocupações que os auxiliassem a contribuir de forma positiva para a sociedade. 

João Dória Júnior, fundador e presidente do Lide, destacou a importância de apresentar histórias reais. "Elas inspiram. Os nossos futuros líderes estão aqui", disse, diante de um público majoritariamente jovem. O Lide Futuro já tem 200 membros. 

O evento também contou com a participação de Roberto Klabin, presidente da organização sem fins lucrativos SOS Mata Atlântica e presidente do braço de sustentabilidade do grupo.

Game do bem

Edgard Gouveia Junior tem a meta de conectar 2 bilhões de pessoas em quatro anos em projetos de ativismo com o game online Play The Call. O objetivo do jogo é reunir pessoas para realizarem e registrarem nas redes sociais ações que tenham impacto positivo em sua comunidade.

A ideia era pensar em um projeto que oferecesse soluções rápidas, fosse divertido e não envolvesse dinheiro. "Buscamos geralmente crianças e jovens, que têm carisma e tempo para realizar as ações e gostam de participar de um jogo. Ele não precisa desenbolsar investimentos nos projetos, mas buscar empresas e apoiadores", contou, durante sua palestra.

Gouveia já havia criado o Oasis, ideia que foi levada para outros países e tem como objetivo reunir pessoas para trazer de volta a alegria de viver para vítimas de tragédias e mazelas sociais. "Temos abundância de pessoas e a internet. Usamos a tecnologia para reuní-las por boas causas".

Produtos inovadores

Já Marcelo Miranda trabalhava no mercado financeiro, mas resolveU buscar novos projetos no Vale do Silício, na Califórnia.

De volta ao Brasil, optou pela proposta de trabalho de um pedreiro para ajudá-lo a estruturar uma construtora, responsável por um grande projeto no interior de Rondônia. Lá enfrentou problemas como uma greve de 2 mil pessoas, mas conseguiu atingir o objetivo.

Até que resolveu encarar seu maior desafio: criar um produto inovador para uma empresa com 50 anos de mercado, e produzir uma receita em cinco anos que a companhia não produziu durante toda a sua trajetória. "Conseguimos em menos tempo: três anos". 

Ele e sua equipe projetam prédios pré-fabricados cujo processo de produção diminuiu resíduos em 80%. "Nossa construção civil é muito artesanal e tem muito desperdício", conta. O pouco de resíduo que é produzido é separado para cooperativas e catadores.

O projeto ainda tem um viés social: conseguiu colocar mulheres, 35% delas mães, na linha de produção, algo difícil de ser visto na construção civil. Isso porque o processo envolve encaixes, um trabalho mais leve.

Turismo ecológico

Mario Haberfeld criou o projeto Onçafari a partir de uma viagem à Àfrica. "Sempre admirei a natureza selvagem, mas percebi que nunca via leopardos. Até que encontrei um fazendeiro que resolveu habituar estes animais, mais ariscos, para criar um safári".

Habituá-los envolve um trabalho de seguir os animais até o momento que não se incomodam com a presença de veículos e pessoas. "O projeto é importante porque eles eram vistos como pragas por fazendeiros locais, e acabavam mortos. A ideia é valorizá-los e fazer com que valham mais vivos que mortos", contou, durante palestra.

Além disso, segundo ele, o turismo criado com a experiência gera mais empregos que a pecuária intensiva, segmento característico nestas regiões, e também postos mais qualificados.

Haberfeld resolveu trazer a ideia para o Brasil com o projeto no Pantanal. "Ainda estamos em fase piloto e trazendo técnicas da África para habituar as onças e desenvolver um safári envolvendo estes animais".




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