Executivos apostam na vaidade para melhorar a imagem e a carreira

Empresas incentivam oferecendo cobertura de custos e planos de saúde que incluem tratamentos estéticos

Marília Almeida - Brasil Econômico |

A política de incentivos e benefícios para retenção de talentos executivos chegou aos tratamentos estéticos. Cada vez mais empresas oferecem esse tipo de cobertura. É uma maneira de unir o útil ao agradável: executivos, principalmente de alto escalão, costumam refletir a imagem da empresa que representam, principalmente em negociações.

A Care Plus é uma operadora de planos de saúde que oferece,nas modalidades empresariais, duas cláusulas específicas que podem ser contratadas de maneira adicional: uma referente a cirurgias plásticas (exceto próteses) e outra de dermatologia estética, que cobre peeling, cirurgia de acne, carboxiterapia e fototerapia. “São coberturas que não estão incluídas em planos tradicionais”, diz Eduardo Pereira, gerente comercial.

Caso o plano inclua cirurgias estéticas, o executivo pode utilizar uma verba limite de até R$ 12 mil por ano. No caso de tratamentos para a pele, a verba varia de R$ 2,5 mil a R$ 3,6 mil por ano. “Estes planos geralmente são contratados por grandes empresas da área de serviços, e destinados a diretores, vice-presidentes e presidentes”, explica Pereira.

A Omint é outra operadora que oferece planos com cobertura para cirurgias plásticas.

O benefício une o útil ao agradável. Uma boa imagem tem um efeito positivo no ambiente corporativo, principalmente quando ela está intimamente relacionada com o negócio da empresa. E é mais fácil buscar soluções quando a própria empresa incentiva este processo.

É o caso de Elisabete Leite, 29 anos, consultora de campo da Sorridents, rede de clínicas odontológicas. Trabalhando há cinco anos na área, resolveu encarar um tratamento dentário, com duração de dois anos, para corrigir seu problema de mordida cruzada, que desalinhou seus dentes, e que foi parcialmente custeado pela própria empresa.

A consultora ficou incomodada com a observação do problema por dentistas com os quais lidava. “Trabalho na franqueadora, e tenho que ser referência. Quando decidi fazer o tratamento, os dentistas repararam, e me disseram que, além do sorriso, minha dicção e fala também mudariam”, diz a consultora.

Novidades

Para quem quer melhorar a aparência, não faltam opções de tratamentos estéticos em grandes centros urbanos como São Paulo. Ruth Inamura, esteticista chefe da Amarynthe, cita novidades, como a oxigenoterapia, que potencializa o tratamento da pele, e melhora sua tonalidade, bem como atenua olheiras.

“Executivas geralmente buscam tratamentos de rejuvenescimento, para melhorar a firmeza e textura da pele, também buscados por homens, bem como os que reduzem gorduras localizadas, como drenagem linfática e massagens modeladoras”, diz a esteticista.

Os tratamentos para a pele são feitos em cinco a dez sessões, semanais ou quinzenais. Após o período, é necessário fazer uma limpeza ou hidratação mensal, e repetir o tratamento depois de seis meses.

“Eles sempre devem ter caráter preventivo. É muito mais fácil obter efeitos melhores quando os tratamentos começam a ser feitos em clientes mais jovens”, afirma.

Para quem não gosta de procedimentos invasivos, o Elements, do Hotel Tivoli Moffarej, prioriza o toque e o ritual de relaxamento à tecnologia. “Oferecemos esfoliações facial e corporal com massagens que duram até três horas”, diz Larissa Tiemi, supervisora de operações do spa.

Os preços dos tratamentos variam de R$ 350 a R$ 450, em média, por sessão. Mas pacotes completos podem custar até R$ 1,8 mil.

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