Cuidados para construir sua imagem

Conheça algumas dicas para a estratégia de marca pessoal e sobre o que pode sabotar seu marketing profissional

iG São Paulo |

Você pode ser autêntico e causar uma boa imagem no ambiente de trabalho. Muitas vezes isso é algo espontâneo, uma característica muito comum em pessoas de sucesso. Ou ainda pode ser fruto de uma estratégia de marca pessoal, ou personal branding. O objetivo de quem tem essa preocupação é ressaltar suas boas qualidades e evitar de ser lembrado pelos colegas de empresa ou faculdade justamente pelos pontos negativos, que todo mundo tem.

Manuela Scarpa / Photo Rio News
Luciano Huck é apontado por especialistas como um bom gerente de sua marca: é conhecido, diferente, relevante e coerente entre o que quer transmitir e suas atitudes

Especialistas ouvidos pelo iG falam da base para construir uma marca de sucesso e também sobre alguns caminhos para criar essa estratégia, além de alertarem para pontos que costumam prejudicar a imagem de um profissional. Afinal, a valorização de sua marca pessoal pode ser um fator decisivo em sua carreira. Prova disso é o tenista Gustavo Kuerten, que também dá suas dicas de personal branding.

O que define uma marca de sucesso

Um dos especialistas mais conhecidos nesse assunto é o professor e escritor Arthur Bender, autor do livro "Personal Branding, Construindo sua Marca Pessoal", que em um ano e meio chegou à quinta edição e é uma das referências nessa área.

Segundo ele, existem quatro pilares para formar uma marca de sucesso. O primeiro é que sua marca seja conhecida, afinal “não basta ser bom, você tem de parecer ser bom”. O segundo é que seja diferente, pois “as pessoas costumam se juntar em grupos de iguais e é preciso se destacar”. O terceiro pilar é que a marca tenha relevância, ou seja importante para que esse diferencial o habilite para a vaga ou função que deseja. Por último, Bender diz que a marca tem que ter “qualidade percebida”, ou simplesmente coerência entre o que você quer transmitir e suas atitudes. “A marca de sucesso tem o poder de concentrar tudo isso”, diz. Ele dá como exemplos o tenista Gustavo Kuerten e o apresentador Luciano Huck.

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Não há uma fórmula para criar sua marca pessoal. Os especialistas dão algumas dicas que podem ajudar você nesse caminho. Há faculdades tratam desse assunto em cursos de orientação de carreira. É o caso da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e também do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ). Outro caminho é procurar auxílio de um orientador ou coaching. Se nada disso estiver a seu alcance, seguem algumas orientações dos professores para você montar sua estratégia:

A primeira etapa do personal branding é a autoanálise. Para isso os especialistas indicam algumas perguntas para você se fazer. O ideal é listar, a partir dessa avaliação pessoal, quais são seus pontos positivos e negativos:

Consigo trabalhar em equipe?

Como é minha capacidade de comunicação oral e escrita?

Como é o relacionamento com os colegas?

Lido bem com novas tecnologias?

E idiomas?

Entrego tarefas pedidas no prazo?

Como trabalho sob pressão?

A segunda etapa é estabelecer um objetivo. Nos cursos, é o momento de olhar para frente, definir como gostaria de ser lembrado daqui a cinco ou dez anos com base nas características assinaladas na autoanálise.

A última é montar uma estratégia, que consiste em criar formas de destacar as características que são boas e trabalhar para corrigir as demais.

O que pode prejudicar sua imagem – No momento de avaliar como você é lembrado pelos colegas de faculdade ou trabalho, o mais difícil é levantar seus pontos negativos. O professor Kronemberg, do Ibmec-RJ, diz que existem alguns que podem prejudicar sua imagem profissional caso passem a fazer parte de sua marca pessoal. Ele destaca alguns desses sabotadores de imagem mais comuns apontados por alunos dos cursos de orientação de carreira da faculdade:

Arrogância

Bajulação

Falta de ética

Falta de planejamento

Negativismo

Timidez

Redes sociais são locais públicos – Outro ponto destacado pelos orientadores de imagem das faculdades é a exposição na internet. De acordo com a professora Berenice Ring, coordenadora de cursos de branding da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o estudante ou recém formado costuma ter um bom perfil na rede LinkedIn, voltada para profissionais, e se esquece de fazer o mesmo em outras mídias como Orkut, Facebook e Twitter. ]

Ela diz que algumas informações e comportamentos, mesmo fora do ambiente de trabalho, podem causar um dano na sua imagem na empresa. “Fotos, vídeos e comentários podem ser eternos na internet, ficam lá gravados. É bom evitar se expor muito quando se quer ter uma boa imagem profissional”, afirma.

A orientação da coordenadora de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Adriana Gomes, é se lembrar sempre que as redes sociais são locais públicos e que cada vez mais empresas e chefes recorrem a ela para conhecer melhor seus funcionários.

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