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Carne subiu 4,14% nos últimos 30 dias, diz Fipe

SÃO PAULO - Todos os tipos de corte de carne bovina apresentaram preço em elevação na capital paulista, conforme pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda quadrissemana do mês. No período, que compreendeu os últimos 30 dias encerrados em 15 de novembro, o valor médio do produto subiu 4,14% ante variação anterior de 2,87% e representou 0,10 ponto porcentual de toda a inflação apurada pelo instituto, de 0,58%.

Redação com Agência Estado |

De acordo com a Fipe, o destaque da segunda medição de novembro ficou por conta do preço do coxão mole, que avançou 5,31% e respondeu sozinho por 0,03 ponto porcentual do IPC.

Na seqüência, em ordem de contribuição para a formação da inflação, figuraram a alcatra, com alta de 4,51% e representação de 0,02 ponto; e o patinho, com variação de 7,60% e participação também de 0,02 ponto porcentual.

Com contribuição de até 0,01 ponto porcentual para a inflação do período, também foram apuradas pela Fipe aumentos de 4,44% para o contrafilé; de 6,74% para a picanha; de 6,06% para o lagarto; de 5,53% para o coxão duro; de 5,51% para o filé mignon; de 3,49% para a capa de filé; de 3,30% para o fígado; de 2,75% para a costela bovina; e de 2,48% para o músculo, entre outros tipos de corte.

"Estamos vendo a alta de preços tanto nas carnes de primeira quanto nas de segunda. Até mesmo o nosso churrasco de cada dia está ameaçado", brincou o coordenador do IPC da Fipe, Antonio Evaldo Comune.

Segundo ele, não há, por enquanto, sinais de que a alta no preço da carne bovina poderá apresentar algum tipo de desaceleração. "Nossas pesquisas de ponta (modelo no qual a Fipe compara os preços da semana de referência com a mesma semana do mês anterior), não indicam mudança na trajetória no curto prazo", avaliou, dando como justifica para o aumento o período de preços mais atraentes para a exportação do produto.

Frango

Se a carne bovina manteve o processo de alta na segunda quadrissemana, o mesmo não pode ser dito em relação ao frango, que tradicionalmente é usado como substituto do produto quando há momentos de elevação de preços. Conforme a pesquisa, o valor médio do frango caiu 1,41% ante recuo de 0,75% na primeira medição do mês.

O mesmo não pode ser dito em relação à carne suína. Na segunda quadrissemana de novembro, o segmento mostrou alta média de 3,31%. Foi, entretanto, um aumento um pouco menos expressivo que o observado no levantamento anterior, de 3,41%.

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