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Carlos Ghosn alerta que setor automobilístico não sairá ileso da crise

O presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, definiu a atual crise financeira nesta quarta-feira como muito grave e preocupante, alertando que o setor automobilístico não sairá ileso, discursando na inauguração do Salão do Automóvel de Los Angeles (Califórnia, oeste).

AFP |

Em declarações ao Wall Street Journal, Ghosn afirmou que, em função do panorama atual, a montadora japonesa Nissan deve registrar lucro zero no segundo semestre e que a margem de exploração da francesa Renault deve cair a 2,5% este ano.

"Todos serão afetados" pela crise, estimou o executivo brasileiro, lembrando que o mês de outubro foi o pior em 25 anos para as vendas de automóveis nos Estados Unidos.

"Precisaremos nos adaptar, inovar, para sair da tormenta", indicou Ghosn, destacando que as perspectivas são de fato sombrias para a indústria automobilística mundial, o que inevitavelmente levará à extinção de alguns fabricantes e à fusão de outros.

O Salão do Automóvel de Los Angeles, segundo maior em termos de público nos Estados Unidos - atrás apenas do de Detroit, meca da indústria automobilística americana - foi aberto nesta quarta-feira no momento em que diretores das maiores montadoras americanas se reuniam em Washington com o governo para pedir uma ajuda de urgência.

Como sinal da péssima situação que atravessam os fabricantes americanos, dois dos três grandes grupos automotores do país - General Motors e Chrysler - cancelaram suas entrevistas coletivas no Salão de Los Angeles. O representante da Toyota, segundo maior vendedor de carros dos EUA, fez o mesmo.

Pessimista, Ghosn previu lucro zero para a Nissan no segundo semestre e afirmou que a solução para a montadora japonesa, assim como para a Renault, é manter uma tesouraria disponível positiva.

Para a Renault, Ghosn acredita em uma margem de exploração de 2,5% em 2008, já que a previsão inicial do grupo (6%) não levava em consideração a crise econômica mundial.

Carlos Ghosn afirmou ainda que apóia as reivindicações das montadoras européias, que pediram em outubro uma ajuda de 40 bilhões de euros em forma de empréstimos com juros reduzidos e benefícios para estimular os consumidores a trocar de carro. Também defendeu uma ajuda do governo do Japão às empresas do setor.

roc/cn/ap

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