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Peso dos impostos no País, um dos mais altos entre os países emergentes, caiu refletindo os efeitos da crise global

BRASÍLIA (Reuters) - O peso dos impostos na economia brasileira, um dos mais altos entre os países emergentes, caiu em 2009 pela primeira vez em três anos, refletindo os efeitos da crise global.

A carga tributária foi equivalente a 33,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, frente a 34,4% recolhidos no ano anterior, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

A variação resultou da combinação de queda, em termos reais, de 0,20% do PIB e de redução de 2,61% da arrecadação tributária da União, Estados e municípios.

"O impacto da crise internacional sobre a arrecadação total só não foi maior devido ao bom desempenho do setor de serviços e à estabilidade da arrecadação dos tributos previdenciários", destacou a Receita Federal em nota.

Mesmo com o desaquecimento, a massa salarial manteve-se estável, com um leve crescimento, no ano passado, o que contribuiu para a arrecadação da contribuição do INSS e do FGTS, afirmou o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa.

Os impostos recolhidos pela União somaram 23,45% do PIB em 2009, com queda de 0,67 ponto percentual frente a 2010. A arrecadação dos Estados respondeu por 8,59% do PIB, com recuo de 0,16 ponto.

O recolhimento dos municípios, centrado no Imposto sobre Serviços, setor que sofreu menos os efeitos da crise, ficou estável em 1,54% do PIB.

Mesmo com a queda no ano passado, a carga tributária brasileira permanece elevada na comparação com outras economias emergentes.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgados pela Receita, a carga do México correspondia a 20,4% do PIB em 2008, enquanto a da Turquia era de 23,5% do PIB.

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