RIO - A carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 2,7% no primeiro semestre do ano, na comparação com igual período do ano passado. Os dados divulgados hoje pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o avanço da carga ficou bem abaixo do crescimento da economia brasileira, que foi de 6% no primeiro semestre.

O comportamento da carga no SIN foi ditado pela Região Sudeste/Centro-Oeste, que representa 60% do total da carga do sistema, e teve alta de 2,1%, com 31.904 megawatts médios. Nas demais regiões, a carga subiu 3,9% no Norte, para 3.616 MW médios; 3,6% no Nordeste, para 7.459 MW médios; e 3,5% no Sul, para 8.742 MW médios.

"O comportamento da carga no primeiro semestre foi bastante afetado pelo efeito do fenômeno La Niña, que provocou temperaturas amenas durante o primeiro trimestre do ano, que normalmente é de temperaturas elevadas, com alto consumo de energia para refrigeração", diz a nota publicada no site do ONS.

O Operador ressaltou também que o alto preço da energia elétrica no mercado de curto prazo no início do ano inibiu a produção adicional daqueles consumidores que necessitaram complementar seus requisitos de energia no mercado de curto prazo.

"Enquadram-se nessa situação algumas indústrias eletrointensivas, que acabaram por reduzir a produção, implicando em menor demanda por energia elétrica", diz o ONS.

De acordo com o operador, aconteceram também aumentos na geração dos autoprodutores, que não usam a rede de transmissão ou a de distribuição.

(Rafael Rosas | Valor Online )

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