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Caracas vai assumir o controle da filial de Stanford Bank

O governo venezuelano decidiu assumir o controle da filial venezuelana do Stanford Bank, em razão do escândalo de suposta fraude e do congelamento de ativos decretado pelo governo dos EUA, anunciou nesta quinta-feira o ministro das Finanças, Ali Rodriguez.

AFP |

"Após receber o parecer da superintendência dos bancos e do diretor do Banco Central venezuelano, a decisão de assumir o controle do banco venezuelano Stanford Bank foi tomada", declarou Rodriguez em entrevista à imprensa.

O ministro acrescentou que esta decisão é totalmente independente da situação financeira venezuelana, que ele considerou "estável".

"A situação do banco não responde de forma alguma a fatores internos de nosso país, mas é exclusivamente ligada a um fato que aconteceu nos EUA, onde aparentemente existem certas fraquezas nos controles das autoridades", declarou o ministro venezuelano.

Rodriguez explicou ainda que a filial venezuelana do Stanford Bank, Stanford Bank Venezuela S.A., Banco Comercial, possui 15 agências no país, estava à venda e já havia recebido algumas ofertas.

A justiça americana congelou nesta semana os ativos do financista texano Robert Allen Stanford, suspeito de ter orquestrado não apenas uma fraude de 8 bilhões de dólares numa filial na Antigua, mas também uma outra fraude de 1,2 bilhão de dólares.

Segundo o ministro venezuelano, a decisão de assumir o controle da entidade bancária objetiva tranquilizar seus clientes que fizeram saques em massa nas últimas horas.

"A missão do governo é de evitar que a crise capitalista afete a economia venezuelana", disse.

Quarta-feira, o governo venezuelano pediu junto às autoridades americanas informações sobre a situação real do Stanford Bank, indicou o ministro.

Além disso, o superintendente dos bancos da Venezuela, Edgar Hernandez, recomendou aos cidadãos venezuelanos que têm dinheiro depositado no Stanford Bank de Antigua, que o transfira para o país.

Em comunicado publicado quarta-feira, a direção do Stanford Bank Venezuela S.A., Banco Comercial indicou que a entidade não tem investimentos em ações no estrangeiro e que suas atividades no país sul-americano consistem essencialmente a emprestar aos clientes venezuelanos em bolívares e com uma carteira de ações de empresas venezuelanas.

bl/lth/lm

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