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Após despencar 6%, Bolsa se recupera e cai 2,31%

Dólar chega a subir mais de 5%, mas fecha em alta de 2,95%, a R$ 1,85

iG São Paulo |

A Bolsa brasileira fechou em baixa de 2,31% nesta quinta-feira, aos 63.414 pontos, menor níel desde 8 de fevereiro. Durante a tarde, a queda chegou a 6,38% no índice de referência da Bovespa, o Ibovespa, que foi a 60.774 pontos, menor valor desde a mínima de 3 de novembro do ano passado. Incertezas em relação a economias da Europa influenciaram os investidores, que agiram por precaução e reposicionaram seu capital para ativos considerados mais seguros. O dólar, que é um deles, fechou em alta de 2,95%, a R$ 1,85. A moeda norte-americana chegou a valer R$ 1,89, maior nível em dois meses, mas desacelerou no final dos negócios.

Nos Estados Unidos, as bolsas de valores tiveram uma queda livre por volta das 15h30, chegando a cair mais de 9% em poucos instantes nesta tarde de quarta-feira. O índice Dow Jones, principal índice da Bolda de Nova York (Nyse), chegou a atingir queda de 9,12%. A Nasdaq recuou 7,2%. Depois de atingir essas baixas, os índices voltaram a se recuperar, mas ainda assim mostrando queda superior a 4%. Às 16h30, a Nyse recuava 4,4%. A Nasdaq, 4,6%. Foi a maior queda num único dia desde a "crash" da Bolsa de Nova York em 1987, segundo a Bloomberg. Há rumores de que uma falha técnica possa ter derrubado Wall Street, mas as bolsas norte-americanas não confirmaram.

O economista Roberto Padovani, estrategista-chefe do banco WestLB, vê três eventos responsáveis pelo rápido mergulho do mercado nos pregões de hoje. Segundo ele, o mais importante é a Europa, onde há o temor de calote por parte da Grécia e, em menor grau, em Portugal, Itália e Espanha, torne-se uma crise sistêmica e se alastre pelo continente. Associado a esse temor, na hipótese de um calote, a expectativa de “falta” de crescimento na região. “Lembre-se que a Zona do Euro é o segundo país do mundo.”

O segundo evento, na opinião de Padovani, é que investidores reavaliaram os preços dos ativos e decidiram vender. “As Bolsas americanas vêm subindo desde março de 2009. Houve alguma realização de lucro em julho do ano passado, outra em fevereiro, mas o mercado está em trajetória de alta”, diz. De acordo com o estrategista-chefe do WestLB, essa alta do mercado acionário norte-america foi puxada pela constatação de que a crise financeira internacional não desembocou em uma recessão ou em uma depressão global. “Com isso, os ganhos foram expressivos nesse mais de um ano. É natural que os investidores reavaliem os preços dos ativos” e vendam suas posições.

O terceiro fator, afirma Padovani, é mais técnico. Quando há grandes movimentos no mercado, muitos investidores decidem vender seus papéis, num movimento conhecido como “stop loss” – ou limitar as perdas, numa tradução livre. “Isso ocorre de tempos em tempos e provoca quedas grandes”, acrescenta. “E por razões técnicas, os mercados exageram nos quesitos.” De qualquer maneira, a preocupação dos agentes do mercado com um crescimento mundial menor é que está por trás das quedas.
 

 

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